Fisioterapia melhora qualidade de vida
Eles já foram 15. Começaram a partir de um projeto de fisioterapia para portadores carentes em 1997. Sem conseguir ''vender'' sua cota na Lei Municipal de Incentivo ao Esporte Amador, os atletas que representam a Adefil perseveraram por amor ao esporte e pelos resultados físicos que obtiveram com a prática competitiva.
Reduzidos hoje a menos da metade, o grupo de nadadores com deficiência de Londrina concorda que as dificuldades são tão grandes que às vezes nem toda a força de vontade é capaz de superar a tentação de pensar em parar com a natação.
''É duro. Tem que ter muita vontade. Mas todo mundo aqui sabe que a gente se sente melhor com a natação. Se parar, a gente perde muitos movimentos'', lembra o ex-pedreiro Francisco Martins, 49, há sete anos paralisado da cintura para baixo por uma miolose funicular. Martins se sente mais forte para caminhar com as muletas. Para treinar, faz um percurso de 45 minutos de ônibus, mas não reclama. ''No começo, tiveram paciência com a gente. Depois pegamos gosto e seria muito ruim não poder competir''.
É o mesmo caso de Laurinda Barbosa Leocádio, 45, que convive desde os três meses de vida com uma paralisia cerebral. Ela sai da piscina aquecida com pressa. Seu ônibus passa no ponto às 21h15. Só vai chegar em casa às 22h30. (L.F.M.)





