Fisioterapeutas esportivos ganham mais espaço
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
No esporte cada vez mais competitivo as lesões dos atletas viraram rotina. O esforço desvairado em busca de melhor desempenho e resultados acaba gerando, em muitos casos, uma lesão. Por isso, o trabalho do fisioterapeuta esportivo vem ganhando mais espaço no esporte, principalmente no futebol. ''Precisamos imbutir aos clubes que é necessário contratar fisioterapeutas habilitados no esporte'', defendeu Nelson Shirabe, presidente recém-eleito da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (Sonafe).
Conscientizar os clubes da necessidade de ter especialistas cuidando dos atletas é a principal bandeira de sua gestão à frente da entidade. ''Só agora os grandes clubes estão vendo a necessidade de ter especialistas e não um fisioterapeuta clínico geral que é apenas um tapa-buracos. Gostaria que todos os fisioterapeutas que fossem para a Olimpíada (na China) fossem especialistas'', apontou Shirabe.
E ele tem razão. Os clubes despertaram para a questão e hoje utilizam a fisioterapia não só para recuperar seus atletas, mas também como fonte de renda, marketing e prestigío, como é o caso do São Paulo e seu famoso Reffis, que seduziu Amoroso, Ricardo Oliveira e, por último, Adriano.
O Santos também investiu na área. Agora, é o Palmeiras que mira se fortalecer neste quesito. ''Se o clube tem um especialista na área trabalhando, o atleta já fica em tratamento o ano todo, o que pode evitar lesões. O fisioterapeuta tem que dar um enfoque ao trabalho de recuperação em que o atleta não perca a qualidade técnica. É preciso trabalhar a parte física e a emocional, preparando-o para a volta, com um direcionamento mais específico'', comentou. ''Hoje, os clubes estão vendo que não adianta ter um atendimento precário pelo investimento caro que fazem. Nos outros esportes estão começando a mudar, principalmente o vôlei''.
De acordo com Shirabe, são apenas 300 profissionais cadastrados atualmente, num universo de 37 mil fisioterapeutas no País. Desses 300 profissionais, 14 estão no Paraná. Nove deles, atendem em Londrina, que é a terceira cidade brasileira em número de especialistas em esportes. Shirabe foi fisioterapeuta da seleção brasileira de futsal, entre 1994 e 1995. Antes, participou com a Inpacel do mundial de futsal da Espanha, em 1993, além de trabalhar em várias outras instituições esportivas.


