Fisiologista faz
critica à avaliação
física da Seleção
Agência Estado
Será que os exames de avaliação física da Seleção Brasileira, feitos esta semana em Teresópolis, vão servir para alguma coisa? A dúvida é do fisiologista do São Paulo, Turibio Leite de Barros Neto, coordenador do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemafe), da Universidade Federal de São Paulo, e um dos principais especialistas no assunto. ‘‘Fazer exames apenas para dizer que fez não adianta nada’’, opinou.
Segundo Turibio, o principal problema da Seleção é a falta de padrões de referência para uma completa avaliação dos atletas. Sem alguns índices de aptidão física, por exemplo, fica muito difícil interpretar os resultados dos exames de forma precisa, na opinião de Turibio. ‘‘Não existe bom senso, nem critérios no trabalho feito em Teresópolis’’, comenta.
O fisiologista explicou que uma avaliação detalhada e baseada em padrões de referência ajudaria na elaboração de um diagnóstico individual e tornaria mais fácil o trabalho de preparação física. ‘‘Pelo excessivo número de contusões, dá para perceber que os atletas não estão bem e, além do mais, cada um tem uma condição diferente’’, justificou.
Turibio chegou a colocar à disposição da CBF, por intermédio de um amigo, o material do Cemafe, como um completo banco de dados, com a avaliação de cerca de 800 atletas. ‘‘Nem sequer recebi uma resposta.’’

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