Físico já preocupa cúpula da seleção
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
A falta de trabalho físico dos atletas do Brasil para o jogo com a Colômbia, terça-feira próxima, em Bogotá, preocupa a comissão técnica para a estréia da seleção nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, que será co-sediada por Japão e Coréia do Sul. O preparador físico Antônio Mello admitiu ontem que os jogadores não poderão produzir tanto em Bogotá. Só há bom rendimento quando há treino, afirmou Mello.
Ele lembrou que 10 dos 18 convocados por Wanderley Luxemburgo chegarão ao Brasil no domingo, após uma desgastante viagem desde a Europa. Mais da metade do grupo vai ficar 12 horas num avião até o momento da apresentação.
Nesse aspecto, segundo levantamento de Mello, a Colômbia leva vantagem sobre o Brasil, uma vez que grande parte dos colombianos relacionados para enfrentar o Brasil atua no próprio país ou nos países vizinhos da América do Sul. Além de tudo isso, nosso adversário é forte, um dos melhores do continente, o que vai dificultar ainda mais nosso trabalho, prosseguiu Mello.
A apresentação dos jogadores brasileiros será no Hotel Luxor, em pleno Aeroporto Internacional Tom Jobim, às 11 horas de domingo. Quem não tiver atuado na véspera, vai realizar treino normal, mais físico que técnico e tático, de acordo com Mello.
Os outros serão submetidos a uma rápida avaliação e os que estiverem mais cansados farão apenas sauna e hidromassagem. Os mais dispostos poderão correr em local ainda não definido pela comisão técnica. No primeiro dia, nosso trabalho será de relaxamento muscular.
Mello lamentou também que o prazo reduzido de apresentação dos jogadores à seleção, determinado pela Fifa, impossibilitou o período de adaptação climática em Bogotá, importante para o condicionamento físico dos atletas. O repouso no domingo é para minimizar os efeitos da viagem do dia seguinte.
A delegação viaja na segunda-feira pela manhã para Bogotá, em vôo fretado. A previsão é que a viagem dure seis horas. No fim da tarde, a seleção vai fazer um treino de reconhecimento no Estádio El Campin.
Sobre a altitude de Bogotá, em torno de 2.700 metros acima do nível do mar, Mello admitiu que os jogadores poderão sentir algum desconforto respiratório. Em alguns casos, eles podem apresentar tontura, náusea ou dor na nuca.
O preparador físico da seleção, porém, não acredita que a altitude possa influenciar no resultado da partida. Vai valer muito nesse jogo a experiência do grupo, acrescentou.





