Semana decisiva 1
O Londrina Esporte Clube tem futuro? Os credores terão um final feliz? Respostas durante esta semana. Sobre o time, as negociações estão bem adiantadas e a SM Sports deve mesmo assumir o futebol do LEC, da base ao profissional. O empresário Sérgio Malucelli conversou no final da semana com o procurador Heiler Natali. A minuta do contrato está com o presidente do Conselho Consultivo, Carlos Scalassara, que colocará para apreciação dos conselheiros na reunião de amanhã. Apesar de algumas posições contrárias, a palavra final será da Justiça do Trabalho. Inclusive, o sócio da SM, empresário Juan Figger, estará em Londrina na sexta-feira. O tempo do romantismo no futebol passou. Hoje, ou profissionaliza ou morre. Não dá mais para improvisar, fazer do time um laboratório de experiências. Os que acham que o Londrina pode caminhar com as próprias pernas, buscando 10 mil sócios a R$ 15, que me desculpem. Já estou velho para acreditar em Papai-Noel.

Semana decisiva 2
O Conselho de Representantes (ou Consultivo, tanto faz), realiza um trabalho importante. A começar pela reforma do Estatuto, o recadastramento dos sócios e, principalmente, os entendimentos para quitar a dívida trabalhista. Na reunião de amanhã, estará em pauta uma proposta feita aos advogados dos credores. Levantamento feito pelo advogado Scalassara identificou dívida de R$ 4,7 milhões. A sede campestre foi avaliada em R$ 3,2 milhões. Para baixar a dívida até esse valor, cada credor terá que abrir mão de um porcentual do crédito. Como não existe outra saída - é pegar ou largar - a negociação deve chegar a bom termo.


Por falar em dívida...
A Justiça do Trabalho deu prazo até 30 de agosto para o grupo Universe (ou Big Papel), quitar a primeira parcela das dívidas com funcionários e fornecedores. A parcela foi paga? A Justiça bloqueou parte dos bens deixados em garantia.


Eleição
Assim que for aprovado o novo Estatuto, o presidente do Conselho de Representantes deverá marcar a eleição para a nova diretoria do Londrina. A data, à principio, é 28 de novembro. O futuro presidente, além de sério, deverá ter visão empresarial. O Londrina, firmada a parceria, terá dez anos para se estruturar. Como não terá nenhuma despesa, e com as receitas provenientes de rendas, patrocínios, cotas de TV e venda de jogadores, bem administradas, o LEC poderá, ao final do contrato, ter sua sede propria e até um Centro de Treinamentos. Sonhar não é proibido.

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