Caso de polícia 1
Conto do vigário, conto do bilhete premiado, três em um, arara. São golpes antigos, mas as pessoas continuam perdendo dinheiro. No futebol, nos últimos dez anos, apareceram muitos grupos interessados em terceirizações. Alguns são sérios. Mas há muitos forasteiros. Firmam contratos para gerenciar o futebol profissional, não têm lastro financeiro, enganam bem, ficam devendo para jogadores, comissão técnica, funcionários e fornecedores e, do dia para a noite, dão no pé. Isso tem ocorrido em todo o Brasil.

Caso de polícia 2
E muitos usam até escolinhas de futebol para enganar. O Conselho Tutelar de Londrina descobriu que uma empresa de São Paulo alugou as instalações de um clube e mantinha ali dezenas de garotos, vindos de várias partes do Brasil, em situação deplorável. Dormiam em colchonetes, péssima alimentação, e ninguém estudava. E na esperança de um dia ver o filho num grande clube, cada pai pagava R$ 500.

Caso de polícia 3
Esse grupo, no mínimo, usou o nome de Londrina para convencer os pais. O fato serve de alerta. Em Londrina, temos escolinhas de futebol tocadas por pessoas sérias e responsáveis, casos da Júnior Team, do PSTC, do São Caetano, do Val de Mello, do Jair, do Ricardinho, e de outras. Chega de forasteiros no futebol profissional e no trabalho de base.

Sai ou fica?
O Sport Campo Mourão, quarto colocado da Divisão de Acesso, com 10 pontos, pode abandonar o campeonato faltando duas rodadas. Os jogadores ameaçam parar. Aliás, é a quinta vez que prometem não entrar em campo por causa dos salários atrasados. Os dois últimos jogos serão fora de casa: Foz do Iguaçu e Londrina. Pergunto: quem é o responsável pelo time do Sport? Quem? Quem? Isso mesmo: o grupo Universe, o mesmo que passou por Londrina e teve o contrato rompido pela Justiça do Trabalho.

Rapidinhas
* O Matsubara, que nos anos 90 revelou dezenas de jogadores para o futebol brasileiro, há muito tempo deixou de investir na base.
* Na Copa Tribuna Sub-18 levou duas goleadas: 4 a 0 do PSTC e 6 a 0 do Iraty.
* O técnico Dirceu de Mattos, que estava colaborando com o Londrina, acertou com o Grêmio de Esportes Maringá, time do Aurélio Almeida.
* Aurélio é o mesmo que passou por Toledo, fundou e afundou o Real Brasil, andou pelo México e que comprou o nome Grêmio de Esportes.
* O Grêmio, campeão estadual em 1963, 64 e 77, e vice em 1965, 67 e 1981, era o orgulho da torcida guerreira.
* Até hoje não consegui entender como é que os maringaenses deixaram que vendessem uma marca tão tradicional.
* Maringá e Londrina, que fizeram história com o ''Clássico do Café'', hoje vivem o ostracismo. Um na segunda divisão e o outro na terceira.
* E o pior: nenhum deles tem vaga no Campeonato Brasileiro da quarta divisão.
* Quando é que essas duas cidades vão acordar? Possuem dois belos estádios, têm tradição, conquistas, e são polos regionais.

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