FIORI LUIZ
Até quando?
Londrina tem sido castigada nos últimos dez anos. Escândalos na política, cinturão da fome, drogas, homicídios, buracos nas ruas, mato tomando conta. E no esporte, a situação é igual. O autódromo ficou abandonado e a Cidade perdeu provas importantes. Os dois estádios estão interditados. Futsal feminino sem patrocínio, vôlei acabou, basquete sobrevive não se sabe como. E no futebol, os dois times profissionais na Segunda Divisão do Paraná, e o LEC não tem vaga nem na quarta divisão do Brasileiro. Para completar é o único time na história do futebol do Brasil com intervenção da Justiça do Trabalho. Uma noticia boa? A reforma do Moringão, com a instalação das cadeiras. Só.
Sem campo
O Londrina garantiu vaga na Copa do Brasil, no final de 2008. E para o jogo de volta contra o Uberaba, dia 10 de março, é bem provável que tenha que jogar fora, já que o Estádio do Café está interditado e o prazo para apresentar os laudos vence dia 25. O próprio prefeito Barbosa Neto acha difícil a liberação do estádio, já que para as reformas exigidas é preciso abrir licitação. E isso demora.
MSC
Londrina e Portuguesa Londrinense, que vão disputar o mesmo campeonato a partir de maio, formaram o Movimento dos Sem Campo. Falando sério, o que está havendo com esta que é a terceira cidade do Sul do País? Por que é tão difícil atender a Comissão de Vistorias? Será que ninguém é capaz de mobilizar a classe política, os empresários, o poder público? O Estádio do Café é um patrimônio público. Alguém precisa bater na mesa e exigir as reformas. Chega de humilhação! Parece que estamos todos anestesiados? Londrina precisa acordar. Voltar a ser aquela Cidade contestadora, que cobra, exige, discute, questiona.
Ficou na mão 1
O futebol do interior do Paraná, volta e meia, se depara com pseudo empresários. Um deles chegou a comprar a marca do Gremio de Esportes Maringá. Agora mesmo, a Royal Player, grupo londrinense que tem contrato de cinco anos com o Nacional de Rolândia, repassou os direitos a um grupo do Rio de Janeiro.
Ficou na mão 2
Os cariocas chegaram falando grosso. Depois de sete rodadas, quatro técnicos em 28 dias, e vice lanterna do Estadual, eles se mandaram. E deixaram dívidas. E agora? A Royal Player reassume? Ou Rolândia vai seguir o exemplo de Paranavaí e Cianorte, onde empresários locais tocam os times? Com a palavra a dupla José Danilson-Dema Locatélli. O Nacional não pode mais ser joguete nas mãos de aventureiros.





