Eleição

O Londrina Esporte Clube não pode continuar sendo meio de vida para alguns que se intitulam ''dirigentes''. De 1996 para cá, exceção a duas vezes em que chegou ao quadrangular final da Série B do Brasileiro, as administrações deixaram a desejar. O time caiu da Série B para a C. Da C para a D. E hoje nem vaga na quarta divisão tem. Sem falar que foi rebaixado para a segundona no Paraná.

Eleição 2

O que se ouve no Calçadão é que teremos várias chapas concorrendo em novembro. Uma do ex-presidente Marcelo Caldarelli, que teria apoio do ex-gestor Adir Leme da Silva; outra da LEEL, grupo que assumiu o trabalho de base por alguns meses; uma outra da Torcida Falange Azul. Até o nome do Beto Scaff foi citado tendo o ex-jogador Vágner como companheiro de chapa. Especulações?

Eleição 3

Porém, a verdadeira chapa ainda está sendo costurada nos bastidores. Detalhes ainda são mantidos em segredo. Mas se o plano der certo, o Londrina sofrerá uma mudança radical. Num processo democrático, todos têm direito a concorrer. E a oposição, quando exercida de forma responsável, é salutar. O que não pode acontecer é um presidente ser reeleito com 22 votos, como aconteceu em 2007.

Eleição 4

Porém, chegou a hora de parar de brincar com o Londrina. O clube clama por uma verdadeira revolução. E isso passa por um grupo de empresários sérios, com total apoio do Poder Público. Um grupo capaz de resgatar a credibilidade da agremiação, jogada no lixo. E sepultar de vez a incompetência, a falta de transparência, e a política do ''eu sozinho''.

Eleição 5

Futebol hoje em dia é coisa para profissionais. Passou o tempo do dirigente amador, daqueles que vivem declarando amor eterno ao clube, que coloca dinheiro do próprio bolso. Hoje o que vale é o modelo empresarial. A razão acima da paixão. Não há mais espaço para aventureiros.

Rapidinhas

* Estatuto do Londrina, artigo 103: Para o exercício dos cargos de presidente e vice-presidente, é preciso pertencer ao quadro social há pelo menos dois anos''.
* O empresário Gilberto Francisco Ponce, o nome mais forte para disputar a eleição do LEC, já foi conselheiro, e é sócio familiar, número 147.
* Quem é sócio do Londrina, mas está com as mensalidades atrasadas vários anos, pagando R$ 50 estará apto a votar.
* Afinal, quem foi declarado pelo Conselho Deliberativo, ''persona non grata'', pode ser candidato a presidente? Com a palavra o presidente do Conselho.
* Um bom exemplo. O Paraná Clube terá eleição dia 11 de novembro. Ex presidentes se juntaram e formaram um ''chapão'' imbatível.
* São eles: Aramís Tissot, Darci Pianna, Ernani Buchmann, Ênio Ribeiro e Dilso Rossi.
* O Conselho Deliberativo do LEC precisa revogar, o quanto antes, essa medida que estabelece o número de conselheiros.
* Ao invés dos 30 atuais, que seja fixado o total de 100.
* E que tal criar o Conselho de Ouro, com ex-presidentes, ex-conselheiros e ex-jogadores?
* É preciso fiscalizar esses últimos 39 dias da atual administração. E conferir a saida de jogadores da base.

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