FIORI LUIZ
Hora do espanto
A situação do Londrina mais parece um filme de terror. A gestão do presidente Peter Silva tem sido um grande fracasso. Mas ele continua vivendo num mundo de fantasia, longe da realidade. Ele sempre quis ser a figura central, não gosta de quem apareça mais na mídia. Foi um dos motivos do pouco interesse na permanência do Adir Leme da Silva. O circo pode pegar fogo que ele mantém aquela calma irritante e sempre tem na manga do paletó um plano B, um plano C. É preciso acordá-lo desse mundo utópico e fantasioso.
Os números
2006: O atual presidente pegou o time na Série C do Brasileiro e não conseguiu segurar a vaga. Na Copa 100 Anos, o Londrina ficou em oitavo lugar. 2007: Décimo colocado no Estadual. 2008: Décimo segundo colocado no Estadual. 2009: Faltando um jogo (Coritiba, aqui), o time é o último colocado dos 15 que disputam o Paranaense. E com apenas 3% de chances de não ser rebaixado para a segundona. A única conquista - Copa Paraná - foi mérito do Adir Leme da Silva.
Já caiu?
É a pergunta que todos fazem. Para a grande maioria o Londrina já está rebaixado. Mas, há quem aguarde o milagre dos milagres: ganhar do Coritiba e torcer para uma combinação improvável de resultados que poderiam beneficiar o time. Eu prefiro aguardar a rodada do fim de semana. É grande o risco do LEC cair mesmo sem jogar, já que ele folga nessa penúltima volta. Lembram do milagre da Copa Paraná?
Futuro
Independente de ser rebaixado ou não, é preciso uma reflexão por parte de todos: poder público, empresários, imprensa, ex-dirigentes. O Londrina Esporte Clube não é do Peter Silva. Nem do presidente do Conselho. Ele é um patrimônio da Cidade. E está pedindo socorro. A partir de julho tem o Brasileiro da Série D. O time não tem as mínimas condições de disputar. Se não tem dinheiro nem para registrar atletas juvenis, como vai bancar despesas de viagens longas? Não adianta tapar o sol com peneira: o Londrina não tem um real furado.
Rapidinhas
* Dói na alma comentar esses assuntos. Afinal, já fui vice-presidente na gestão Murilo Zamboni.
* Eram outros tempos. Havia boas rendas, o número de sócios da sede campestre era expressivo.
* Mas havia uma grande diferença: diretor não ficava com passe de jogador, como é comum hoje.
* Depois do jogo com o Coritiba, qualquer que seja o resultado, o presidente do Conselho Deliberativo precisa convocar uma Assembleia Geral dos sócios.
* A grande preocupação é o acordo com a Justiça do Trabalho. Que precisa ser mantido.
* O próximo prefeito, a ser eleito dia 29, não poderá virar as costas para o Londrina.
* O futebol também é um mecanismo de receita à medida que mexe com a economia da cidade.
* Com o Londrina bem, disputando a Série B do Brasileiro, todos ganham: do ambulante ao hoteleiro; do vendedor de churrasquinho ao restaurante.
* Torço para que o próximo prefeito consiga agrupar empresários e ex-dirigentes em torno de uma causa comum: o resgate à tradição alviceleste.
* Embora tenho ciência de que problemas muito maiores e urgentes estão a esperá-lo.





