Mudando de casa

Em Londrina, essa cantilena de ''vai para o Café, volta para o VGD'', dura anos. Agora mesmo, dependendo da comissão de vistorias da Federação - que estará na cidade entre hoje e amanhã -, o time volta para o velho estádio VGD, iniciais de Vitorino Gonçalves Dias, um professor de Educação Física que participou da formação de equipes de basquete e atletismo. Morreu em agosto de 1954, aos 34 anos, depois de ser mordido pelo seu cão. Ele trabalhava no Colégio Londrinense.

Chuva atrapalhou

Ontem cedo, operários aguardavam o tempo melhorar para esparramar pedriscos na pista em volta do gramado do VGD. O transformador, que hava sido emprestado ao Estádio do Café, já está de volta ao VGD. Nas torres faltam algumas luminárias. A Federação pediu um reforço no corrimão das arquibancadas e gerais. Até amanhã, tudo estará pronto para a vistoria extra. É aguardar para ver se o VGD será liberado ou não. O jogo contra o Nacional será domingo, 18h15.

Trauma

O que há com o Londrina? Deixou de somar sete pontos no Estádio do Café. A derrota para o Cianorte ainda se justifica. Mas os pontos perdidos para Rio Branco e Cascavel são irrecuperáveis. Sorte que o time já está garantido na Série D. Caso contrário, a cobrança seria maior. Quem está mal é o Cascavel, que foi campeão estadual em 1980, naquele título dividido com o Colorado. E o Paranavaí, outro campeão, também precisa reagir.

Rapidinhas

- Nos últimos jogos no Café, deu para observar a presença de muita gente jovem.
- Se não começar a vencer em casa, o Londrina corre o risco de perder a chance de agregar novos torcedores.
- Além, é claro, de deixar de faturar com renda, bares, estacionamento e venda de camisas.
- Em sete rodadas do Estadual - 49 jogos - foram 18 vitórias dos mandantes, 15 dos visitantes e 16 empates.
- Resumindo: os mandantes deixaram de ganhar 31 jogos. Mando de campo não tem sido fator de favoritismo.
- Para impressionar, o Rio de Janeiro fala em orçamento de R$ 28 bilhões para tentar trazer os Jogos Olímpicos de 2016 para o Brasil.
- Orçamento de Madrid, R$ 6 bilhões. De Chicago, R$ 7 bilhões. Tókio, R$ 17 bilhões.
- Pais rico é outra coisa.


Fiori Luiz
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