FIORI LUIZ
Mudou a filosofia
Dirigentes do Londrina cansaram de afirmar, em entrevistas, que o trabalho de base seria prestigiado, que pelo menos seis a oito garotos teriam oportunidade. E realmente terão. Só que não no LEC. Vitor e Pedro Henrique estão indo para o Atlético-MG, onde ficarão por três meses; Ronaldo e Jaime já estão no Inter-RS; Negreti e Cleiton foram para o Barueri; Lucas, goleiro, e Lucas, zagueiro, emprestados ao Nacional-SP. Fora o volante Guedes, que simplesmente sumiu.
Nada contra
Quem paga as despesas do clube é que sabe onde o calo aperta. O grupo que terceirizou o Londrina tenta, com esses empréstimos, emplacar uns dois ou três desses garotos. A empresa teria a chance de faturar numa provável venda e ao mesmo tempo os credores do clube teriam os 15% do acordo com a Justiça do Trabalho. A lamentar que, em função da necessidade de fazer receita, mais uma vez os jovens da casa não serão aproveitados, a não ser alguns que ficaram, como Ramon Vaz, Uárley e Ramon Natal.
Primeiro teste
A Desportiva Jacarézinho disputa a Terceira Divisão do Paranaense e está em quarto lugar do Grupo B com cinco pontos. Como folga domingo, acertou amistoso contra o Londrina, para o Estádio do Café. Oportunidade para o técnico Nei César, do LEC, começar a avaliar o elenco que dia 21 estréia na Copa Paraná. Conhecidos, apenas o goleiro Serginho, o lateral Wésley e o atacante Danielzinho. Mas novos reforços vão chegar, além de Fernando e Vieira que na segunda-feira deixam o Arapongas e se apresentam ao Londrina.
Balança mas não cai
Nos velhos tempos tinha um programa humorístico de rádio com esse nome. O Dunga, com toda a sua arrogância e inexperiência, vai driblando a oposição. Em dois anos, ele convocou 55 jogadores para a seleção, exatos cinco times. Parece incrível, mas tem brasileiro que vai torcer pelo Chile. Só para ver a caveira do Dunga. Sorte do treinador é que na quarta-feira tem a Bolívia, no Rio.
Rapidinhas
■ Campeonato Brasileiro por pontos corridos. Tem quem aprove, mas tem quem não aprova.
■ Muitos têm saudades dos tempos em que o título era decidido num quadrangular.
■ Se a fase de classificação tivesse terminado ontem, teríamos um quadrangular entre Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo. Dá para imaginar quanto os clubes faturariam.
■ Encontro em São Paulo vai discutir a influência de empresários e dos fundos de investimento no futebol brasileiro.
■ A famigerada Lei Pelé transformou o Brasil no paraíso para agenciadores que mantêm os clubes como verdadeiros reféns. O poder econômico acima de tudo.
■ Falta coragem para a CBF e para o Clube dos 13. E para o Congresso Nacional, que já deveria ter feito correções na Lei.





