FIORI LUIZ
Virou novela
Topa ou não topa! Até parece aquele programa de televisão. O investidor Adir Leme da Silva adiou mais uma vez a vinda a Londrina. Está em São Paulo há mais de 20 dias. A estas alturas ninguém pode afirmar que ele continuará no Londrina. Eu mesmo não acredito. Acho que ele se cansou de remar o barco sozinho enquanto uns e outros ficam numa boa sem fazer nenhum esforço. Se ele resolvesse falar - o que acho improvável - o clube entraria numa turbulência sem fim.
Virou novela (2)
Nunca o Londrina viveu um período de tantas indefinições. O projeto de reorganização do clube, elaborado pelo professor Dedé, fica pendente; o Seir Joaquim não sabe se contrata ou não reforços para a Copa Paraná; ninguém sabe se o Londrina vai disputar o Estadual Júnior; Adir Leme da Silva garantiu que vai bancar as despesas para a disputa da Taça Belo Horizonte (a estas alturas quem pode garantir?); o Conselho Deliberativo, que tem a responsabilidade de analisar todo esse quadro de incertezas, não assume o seu verdadeiro papel.
Virou novela (3)
O que a cidade quer saber é o seguinte: se o Adir Leme da Silva investiu no clube mesmo sem nenhuma garantia, por que é que agora que o Londrina está na Timemania, que a Justiça do Trabalho aceitou um novo acordo em relação à dívida trabalhista, e que existe um projeto viável para organizar de forma transparente a agremiação, ele dá sinais de que não tem interesse em continuar? Deve ter um motivo forte. Qual seria? O que todos esperam é que esse vai-não-vai tenha fim logo. Com o Adir ou sem o Adir, o Londrina vai continuar existindo. Claro que a permanência dele seria importante nesta nova fase que se vislumbra.
Até quando?
Pode uma cidade de 500 mil habitantes, pólo regional, onde gravitam mais de 1,5 milhão de habitantes, com um estádio de 45 mil lugares, centro universitário, empresas de grande porte, centro tecnológico, investimentos importantes já anunciados em várias áreas, com boa representação política à nível federal, e que tem um time que foi o quarto colocado no Brasileiro de 1978, que já revelou craques para a seleção brasileira, estar nessa situação? Pode? Pode sim. Por causa da falta de credibilidade, todos foram se afastando. O Londrina virou o filho enjeitado, o patinho feio. Virou meio de vida para alguns. O empresariado e o poder público se encolheram. E ninguém vai poder condená-los.
Indiferença
Tem coisa pior do que a indiferença? Dói mais do que um tapa na cara. Para recuperar o Londrina Esporte Clube - e isso até o jacaré do Igapó sabe - é preciso uma mobilização de toda a cidade. E uma liderança forte para agregar. Mas neste ano eleitoral, será difícil. Quem sabe o próximo prefeito possa motivar empresários e alguns ex-dirigentes do clube que hoje estão afastados. Aliás, vamos esperar as propostas dos pré-candidatos a prefeito. Será que estariam preocupados com o futuro do LEC? Não há melhor marketing do que o futebol. É só imaginar o Londrina, um dia, de volta à Série A do Brasileiro?
Rapidinhas
* Copa Paraná. Seria em julho. Passaram para agosto. Agora será em setembro. Que tal deixar para dezembro?
* ''Dunga jumento'', gritaram os torcedores mineiros. Sacanagem com o animal mamífero da ordem dos perissodáctilos, domesticável, usado para tração e carga. Ele não merece.





