FIORI LUIZ
Nova tentativa
Julho, mês da Copa Paraná. Mais uma possibilidade de tentar retornar à Série C do Brasileiro. Aliás, a sexta, já que cinco chances foram desperdiçadas na atual gestão. E, para não perder o costume, desmancha-se o time do Estadual e monta-se um novo para a Copa. Isso tem se repetido nos últimos dez anos. O monta-e-desmonta se repete duas e até três vezes por ano.
Números
Em um rápido levantamento, o absurdo: nas competições de 2005, 2006, 2007 e no Estadual deste ano, foram utilizados em torno de 200 jogadores. E nada menos do que 12 técnicos. Quase quatro treinadores por ano. Não acreditam? Confiram a lista: Itamar Bernardes, Roberto Fonseca, Edmundo Silveira, Vica, Dirceu Matos, Lio Evaristo, Mauro Madureira, Pinheiro, Gilberto Pereira, Zezito, Abel Ribeiro e Jorge Saran. Isso é profissionalismo? No sítio onde nasci, chamam de amadorismo.
E agora?
Começaram as especulações sobre o novo treinador, De preferência, que tenha identificação com o trabalho de base. Nada mais justo. Como nas últimas temporadas, treinador sempre foi a última preocupação - alguns vieram fazer currículo no LEC, como se aqui fosse um laboratório -, espera-se que desta vez acertem. É preferível pagar melhor a um treinador competente do que gastar com dezenas de jogadores cabeças-de-bagre, como tem ocorrido.
Vá entender
A Federação Paranaense de Futebol está falida. Deve mais de R$ 50 milhões. Tem mais de 150 ações na Justiça. O Estádio Pinheirão deve ir a leilão. A entidade não tem crédito na praça e nem pode abrir conta em banco. Mesmo assim, a presidência será disputada a tapa no mês que vem. Vai ser uma guerra. Todos querem assumir a massa falida. Isso que é despreendimento e amor ao futebol paranaense. No Londrina, não é diferente. O time deve até as ataduras que os atletas usam, mas a presidência sempre foi disputadíssima. Abnegados? Masoquistas? Vá saber...
Rapidinhas
- Mesmo eliminado, o Londrina continua em terceiro lugar na média de público e renda no Estadual. No item público pagante, está atrás de Coritiba (8.978) e do Atlético (8.591), com 6.683. Mas a dupla da capital soma dois jogos a mais.
- Em arrecadação, o Londrina teve média de R$ 39.076, em sete jogos em casa. A torcida realmente fez a diferença. Faltou time.
- É bom analisar o comportamento fora de campo dos futuros reforços que o Londrina pretende trazer.
- Ano passado, foi difícil segurar os baladeiros. Teve gente que se mandou e ficou devendo até para motorista de táxi. Mas este ano também houve problema. É preciso levantar a carreira de cada um antes de contratar.
- Amanhã, o torcedor poderá ver o time júnior do Londrina diante do Cascavel, no Estádio do Café, às 15 horas, pela Copa Tribuna. Vale a pena prestigiar garotos como Luis Paulo, Negreti, Pelezinho, Ronaldo e Paulinho, que poderão ser aproveitados no time principal na Copa Paraná.
- Federação isentou clubes amadores da capital e ligas amadoras do pagamento da taxa de alvará. É o bolsa-bola?





