FIORI LUIZ
Já foi bom
O assunto do dia no Londrina é o investimento na base. Para os atuais dirigentes, que estão há pouco tempo na cidade, é bom que saibam que no passado o time júnior era respeitado, tanto é que foi campeão estadual em 1977, 1980, 1984 e 1993. Sem contar as conquistas dos juvenis. Todo ano, o Londrina revelava quatro, cinco jogadores. E mais de 20 deles foram convocados para as várias seleções de base da CBF.
Já foi bom (2)
Em 1993, quando o Londrina eliminou o Inter da Copa do Brasil, dentro do Beira-Rio, o elenco tinha 11 juniores. Na conquista da Taça Cidade de Curitiba, em 1994, dos 14 que atuaram na final, 11 eram da base. O grande desmanche aconteceu no final de 1996, quando quase 40 garotos revelados na base deixaram o clube em razão de acertos com ex-dirigentes, funcionários, e muitos empresários. De lá para cá, foram três participações na Copa São Paulo, e nenhuma conquista no Estadual Júnior.
Mudar a filosofia
Trabalhar com a base requer um trabalho profissional, constante. Bons treinadores, muitos olheiros e, principalmente, vincular os garotos ao clube. Segundo Udélton Prates, coordenador do trabalho de base, em entrevista à Rádio Paiquerê AM, são pouquíssimos os atletas juvenis e juniores que estão nas mãos de empresários. A partir de sábado, o torcedor poderá ver o potencial do time júnior na Copa Tribuna.
Blá, blá, blá
Todo fim de campeonato é o mesmo filminho em preto e branco. Erramos muito, aprendemos a lição, tudo será diferente. Em dezembro do ano passado, Adir Leme da Silva desabafava: ''Chega de amadorismo''. Mas no Estadual deste ano tudo se repetiu, por causa da teimosia em segurar um treinador de limitados conhecimentos técnicos e que já não tinha a confiança da maioria.
Errar menos
Nunca o Londrina contratou tão mal. Jogou dinheiro fora (leia-se Adir). Para a Copa Paraná, em julho, é preciso errar menos. Nas duas últimas competições oficiais, foram utilizados 67 jogadores: 40 na Copa Paraná e 27 no Estadual. No período de oito meses, o time jogou 37 vezes.
Unir forças
Posso até ser contestado, mas vou dar uma dica ao Adir Leme da Silva: convidar para o departamento de futebol profissional e para a base, Iran Campos, Dorival Pagani, Jurandir Barrozo, Sérgio Roberto Rolla e João Severo. Não é para agregar? Para somar as forças? Sei que o grupo do Iran está com outro projeto, e não gostaria de se envolver com o futebol profissional. Mas conversar não paga imposto. Quem sabe?
Rapidinhas- O que há com o Atlético-PR? Só por que saíram Claiton, Ferreira e Jancarlos? Não pode ser esse o motivo da queda.
- Perguntar não ofende: e o projeto do presidente Peter Silva de derrubar o VGD e construir uma Arena para 25 mil torcedores? Como anda?
Fiori Luiz
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