FIORI LUIZ
Competência
Folha de pagamento em torno de R$ 25 mil mensais, elenco jovem com média de 22 anos, time sem craques mas com disciplina tática, união e um objetivo: a conquista da oitava vaga. E a Associação Esportiva e Recreativa Engenheiro Beltrão chegou lá. Uma cidade de 13 mil habitantes que ainda está comemorando o feito inédito. Deixou para trás Cianorte, Paranavaí, Londrina e Cascavel, os três últimos, campeões estaduais. Tem bons jogadores como Ponteli, Marcelo, Eurico, Carlinhos, Eydison, Tiaguinho, Safira e, principalmente, Élton, 22 anos, que tem faro de gol. Parabéns ao presidente Luiz Linhares, diretores e comissão técnica.
Não é só dinheiro
Há outros exemplos além do Engenheiro Beltrão. O Paranavaí, por exemplo, quando foi campeão estadual tinha uma folha em torno de R$ 40 mil. Alguns times são campeões em jogar dinheiro fora. Contratam 15, 20 jogadores que não dão certo. Não pesquisam, contratam refugos, jogadores que estão parados há tempos. Para contratar jogador bom e barato é preciso competência.
Aléssio (1)
Aléssio da Costa Antunes, londrinense. Nasceu no ano em que o Brasil foi tricampeão do mundo no México, cuja seleção tinha um outro jogador revelado no Londrina: o goleiro Ado, reserva do Félix. Aléssio passou por vários clubes, como Botafogo do Rio, Comercial-SP, Paraná, Inter de Limeira, andou por Portugal, mas sempre voltava ao Londrina. Família de futebolistas. Jaú, o pai, foi um excelente lateral-esquerdo que jogou nos dois times da cidade: São Paulo e Londrina.
Aléssio (2)
Aos 37 anos resolveu pendurar as chuteiras. Baixinho, invocado, brigava pelos companheiros quando o salário atrasava. Foi ponta-direita dos bons, campeão estadual pelo Londrina em 1992. Mas o que ficou gravado na minha memória foi aquele dia 23 de abril de 1993. Copa do Brasil, estádio Beira-Rio. Pela frente, o poderoso Internacional. Os gaúchos falavam em 6 a 0, 8 a 0. De onde mesmo é esse Londrina, tchê? Final, 1 a 0, gol de Aléssio. O estádio parecia um velório.
Aléssio (3)
Ele merecia uma despedida melhor. Afinal, CAC/Lusa e Londrina deram vexame. Mas o que importa é que o futebol londrinense está agradecido. E Aléssio está na galeria dos craques que vestiram a gloriosa camisa alviceleste com dedicação e profissionalismo. Estou esperando uma homenagem por parte da diretoria do Londrina. Seria muito pedir um cartão de prata?
RAPIDINHAS
- Se a Federação não programar a Copa Paraná a partir de julho, o Londrina ficará sem atividade oficial no futebol profissional por 306 dias.
- Cambará, Bandeirantes, Cornélio Procópio, Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana. Cadê o futebol dessas cidades? A região encolheu.
- O Londrina terminou em 12º lugar a fase de classificação do Estadual. Atrás do Real Brasil. Isso que é competência profissional? Parabéns!





