FIORI LUIZ
Hora da razão
Futebol tem que ser administrado com a razão e nunca com o coração. No Londrina, misturaram amizade com trabalho profissional e deu no que deu: o time está ameaçado de não se classificar entre os oito. Foram 12 jogos e 12 escalações diferentes. Jogadores que estavam descartados, acabaram voltando.
Hora da razão (2)
À cada derrota, as lamentações do treinador, sempre reclamando que o elenco é curto, que é preciso contratar mais gente. Mas, ao mesmo tempo, deixa dois atacantes saírem: Zé Ilton, que já marcou dois gols no Novo Hamburgo, e Rodrigo, que já fez três no Ceilândia. E contra o Adap Galo, com a contusão do Rafael Akai, ninguém no banco.
Hora da razão (3)
Depois da utilização de 26 jogadores, com uma equipe sem padrão tático, com erros infantis de fundamento (passes, faltas, escanteios), o Londrina é apenas um amontoado em campo, sem nenhuma estratégia. Aos poucos, com a ausência de um perfil coletivo, os jogadores foram se desgastando, alguns dispensados e outros caíram em desgraça. Quando não há estrutura tática, todos morrem abraçados.
Hora da razão (4)
O time até que começou bem. Cinco jogos, 11 pontos. Da sexta rodada até a décima segunda, disputou 21 pontos e ganhou apenas 5. Se o campeonato tivesse começado na sexta rodada, hoje o Londrina estaria brigando para não cair, ao lado de Rio Branco e CAC Lusa.
Hora da razão (5)
Batuquei todas estas linhas, para fechar o raciocínio com uma pergunta que quase todos os torcedores fazem: por que essa insistência com Jorge Saran? É uma ótima pessoa, um cara educado, boa praça, mas já deveria ter saído depois da derrota para o Real Brasil. Ou na pior das hipóteses, após os 3 a 0 em Toledo. Nada pessoal. Mas uma mudança poderia melhorar o emocional do elenco. Mas o Adir Leme da Silva, que investiu tanto dinheiro e que é responsável pelo Londrina estar respirando, não quer mudar. Respeito sua opinião. Quem sabe o time não ganhar os três jogos que faltam?
Rapidinhas
- Iraty, Toledo, J. Malucelli e Engenheiro Beltrão, investiram bem menos do que o Londrina. Seus dirigentes são mais competentes? Os treinadores são melhores?
- O Paraná precisa unir suas forças políticas para que Curitiba seja uma das sedes da Copa 2014.
- Governador, prefeito, Federação, políticos e classe política devem falar a mesma língua. Picuinhas políticas podem atrapalhar.
- Rafael Iatauro, que foi cronista esportivo, e ocupa a chefia da casa Civil do governo é, hoje, o candidato mais forte à presidência da Federação. Mas Osni Pacheco também tem força.
- Se não mudarem o Estatuto antes da eleição - o que é improvável - será difícil tirar Hélio Cury do comando. Ele conta com o apoio da maioria das ligas e dos clubes amadores da capital.
- Se o Londrina não conseguir vaga para a Série C, o Conselho Deliberativo será pressionado a se reunir.
- Na atual gestão, três oportunidades já foram perdidas: Copa 100 Anos, Estadual e Copa Paraná.
Fiori Luiz
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