Filme antigo
Em preto e branco e cheio de cortes. Esse filme retrata com realismo o Londrina Esporte Clube dos últimos anos. Monta-se três times por temporada. Não há uma sequência de trabalho. Não se prioriza a base. Trazem jogadores por indicação de empresários. A cada derrota, contratam mais dois ou três.

Filme antigo (2)
Tenho no arquivo o total de jogadores contratados a cada ano. Teve um ano com 60 jogadores. E o Londrina continua com a mesma filosofia equivocada, jogando dinheiro (que não tem) no lixo. Por mais que prometam, o barco vai afundando cada vez mais.

Filme antigo (3)
Os erros se sucedem. Trocar treinador às vésperas do jogo contra o CAC/Lusa foi de uma burrice extrema. Criou no adversário uma motivação dupla, pois Dirceu Mattos é muito querido pelo elenco da Lusa. O sensato seria esperar o jogo do último domingo. Essas atitudes são de pessoas que não vivem a realidade do futebol local.

Chances diminuem
O Londrina ainda está no páreo, mas vai precisar ganhar os dois jogos em casa e buscar mais uma vitória fora, em Toledo ou Cianorte. A vitória do CAC/Lusa foi justa. Aliás, 2 a 0 foi pouco. O time dirigido pelo Knário é muito melhor, individual e taticamente. O treinador do LEC fez muitas lambanças. Tentou mudar o esquema e se deu mal.

Roma, o exemplo
A diretoria do Londrina poderia ir a Marília ou Criciúma para ver como é que eles administram. Ou então dar um pulo até Apucarana. O Roma mudou todo o time e faz bonito na Série C. Qual o segredo? Saber contratar, ter um técnico competente, enfim, filosofia profissional.

Eleição na federação
Pelo jeito, os dirigentes de clubes vão deixar a coisa rolar até abril do ano que vem. Ninguém está a fim de mudar a estrutura da Federação Paranaense de Futebol. Mas os candidatos a presidente vão surgindo: Joel Malucelli, Domingos Moro, José Carlos de Miranda, Edson Gradia, Ricardo Gomyde, Elcio Berti, Giovani Gionédis, Ratinho, e outros menos votados. Resta saber quem é
oposição de verdade. E quem realmente quer mudar.

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