E os outros?
O ex-presidente Onaireves Moura, suspenso pelo STJD por seis anos e três meses, está se perguntando: cadê os outros? Referência a um programa humorístico dos anos 80. É que tem tanta bandalheira neste País, na política e no futebol, que quando alguém recebe punição é motivo de espanto e comemoração.

E os vices?
A Federação Paranaense de Futebol tem cinco vices. Nenhum deles percebeu as manobras do Moura? Por que nenhum deles contestou? O cargo não é remunerado. Por que silenciaram?

Até abril?
Na Capital, comentam que os vices vão se reunir e escolher um deles para concluir o mandato do Moura, até abril de 2008. Discordo. Os dirigentes de bem deste Estado deveriam se aliar ao Ministério Público, exigindo intervenção na FPF, e a marcação de uma eleição para, no máximo, 60 dias.

Há interesse?
Dá a impressão de que o episódio envolvendo o Moura é coisa normal, devido à postura assumida pela maioria dos clubes profissionais. Parece que ninguém quer se envolver. Preferem o silêncio. Sentimento de culpa? Medo de que o presidente afastado abra a boca? A imprensa de Curitiba também está devendo, com raras exceções.

Dá para explicar?
Palmas para o diretor de futebol do Londrina, Adir Leme, que está buscando parceiros para o time. Pelo que falou, os três novos colaboradores paulistas só vão injetar mais recursos quando o time voltar à Série C. Ora, para conquistar a vaga, é preciso um time forte. E pra ontem. Será que a diretoria poderia divulgar os valores desses novos contratos?

Encolhendo
Numa linha de mais de 200 quilômetros - Cambará a Maringá - apenas três times na Primeira Divisão do Paraná. A região está perdendo representatividade. Agora mesmo, se classificaram para o quadrangular final da Segundona, um do Sul (Real Brasil), um do Sudoeste (Francisco Beltrão) e dois do Oeste (Foz e Toledo).

Recordando
Dia desses, encontrei o Lourenço Garcia, um dos colaboradores da famosa escolinha do Londrina, que revelou dezenas de jogadores nos anos 70. Além do Lourenço, tinha entre outros o Osmar Mansano, João Fuganti e Edson Gradía. Trabalho voluntário. Ninguém ficava com passe de jogador, como hoje. Bons tempos dos presidentes Jacy Scaff e Carlos Antonio Franchello.

Mais um
Bolão saiu do Londrina para o Figueirense. De lá, para o Fluminense. E outro garoto londrinense, que morava no Jardim Olímpico, Zona Oeste, é ídolo no time catarinense: Henrique, vice-campeão da Copa do Brasil.

Fiori Luiz
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