FIORI LUIZ
O reizinho está nu
Foram quase oito mil dias à frente da Federação Paranaense de Futebol. Ou 21 anos. E um oceano de denúncias. Processos, desvios, sonegação, prisão. Dos cadernos de esportes para as páginas policiais. Assim foi o reinado de Onaireves Nilo Rolim de Moura. Sempre contando com a subserviência e o puxasaquismo dos clubes profissionais e das ligas amadoras.
Vexame nacional
O STJD da CBF meteu o cartão vermelho no nariz do Moura. Uma suspensão de três anos. Mais uma vez o Paraná é noticia nacional. Afinal, não é todo dia que se interdita um estádio, no caso o Pinheirão. Todos que tinham salas no local, saíram às pressas, carregando documentos e equipamentos.
Hora de moralizar
Chegou a grande chance aleluia! de se convocar uma assembléia geral dos clubes para uma completa deputação na entidade. É preciso mudar o estatuto, alterar o peso que as ligas amadoras têm na hora do voto. Momento de resgatar a credibilidade. E o primeiro passo é o Ministério Público indiciar um interventor. Nada de um vice assumir (são sete vices). O interventor antecipa as eleições, marcadas para abril de 2008.
Pensamento coletivo
Nada de individualismos. É um momento único que os dirigentes têm para abrir a caixa preta da Federação, de forma transparente e varrer toda a sujeira. Nada de clubismo ou interesses pessoais. As torcidas organizadas precisam cobrar de seus dirigentes uma postura de estadistas. Ou muda ou fica como está.
Consciência tranqüila
Fui oposição ao Moura desde a eleição de 1986. Fui criticado, caluniado, chamado de radical. Nunca cedi um milímetro da minha linha de conduta. Mas hoje confesso que não me sinto à vontade para criticá-lo. Aprendi, nos duros caminhos da vida, que não se deve pisar em quem está por baixo. É isso, presidente Moura. Colhemos o que plantamos.
Falta muito
Três amistosos e muitas dúvidas. Falta um mês para o Londrina estrear na Copa Paraná, que vai valer vaga para a Série C. Técnico, dirigentes e torcedores concordam: há muito por fazer. O time é bem inferior ao que disputou o Estadual. É isso que dá montar três, quatro times por ano. Sem uma base, não tem milagre.
Linha dura
Ainda repercutindo a briga numa lanchonete da cidade e que teve como protagonistas alguns jogadores do Londrina. Não questionamos a vida pessoal de ninguém. Na folga, cada um faz o que bem entende. Porém, sem denegrir a imagem do clube num local público. É bom enquadrar enquanto é tempo. Infelizmente, no futebol ainda tem muito boleiro.
Rapidinhas
- Tudo é sempre igual. Trouxeram vários reforços para o Londrina e botaram pra escanteio os garotos da casa.
- Segundo o Mano Preisner, a coisa andava complicada no Cascavel. O Belleti e o Paulinho Cascavel já assumiram o time?
- Perguntar não ofende. O Londrina não tem direito aos 5% por ter revelado o zagueiro Emilson Cribari, hoje na Lazio?





