Mesa redonda

Dentro das comemorações dos 50 anos da Rádio Paiquerê, a emissora reuniu para um bate papo de quase três horas, ex-jogadores e o presidente Peter Silva. J.B. Faria convidou Carlos Alberto Garcia, João Neves, Márcio Alcântara e João Paulo Reeberg, o Pinheiro. Presença também do repórter Tatinha.


Saudade rolou

Reprisando gols que ficaram na história, como aqueles da campanha de 1977/78, dos títulos estaduais de 81 e 92. Pinheiro lembrou daquele timaço, campeão de 1962, que tinha, entre outros, Zuza, Juvenal, Berto, Lelo, Luis Santos, Paulinho Andrade, Adamastor, Gauchinho, Paulo Vechio, Chinesinho.


Márcio, um vencedor

Revelado no Londrina, o zagueiro Márcio Alcântara jogou oito anos no Palmeiras. Fazia dupla de área com Luis Pereira. Em 92, no segundo jogo da decisão contra o União Bandeirante, fez o gol de empate (2 a 2) aos 46 minutos do segundo tempo. No jogo decisivo, João Neves marcaria o gol do título do Londrina.


Investidores

O presidente Peter Silva, como sempre um otimista, acredita que as coisas vão começar a melhorar para o Londrina. A vinda do empresário Kiko, e a perspectiva de novos parceiros, criam, segundo ele, um horizonte promissor. Quatro bons jogadores serão contratados. Porém, o garoto Alan não ficará.


Inconsequentes

De repente, a insanidade tomou conta dos nossos cartolas. Primeiro, o presidente da Federação Paranaense de Futebol, falando em derrubar o Pinheirão e construir uma Arena de US$ 50 milhões. Depois, o Coritiba falando num projeto de US$ 100 milhões. Tudo visando a Copa do Mundo de 2014. Quem já tem um estádio quase pronto e dentro das especificações, é o Atlético.


Terceiro Mundo

Se para o Pan vão gastar alguns bilhões, imaginem para a Copa de 2014? É justo gastar tanto dinheiro num país de tantas carências? E dinheiro público, isto é, dinheiro do povo, dinheiro de impostos. E como sempre, sem prestação de contas. O Estádio João Havelange, no Rio, está custando quase meio bilhão de reais. Só para o Pan. Depois, vira ''elefante branco''. Isso é caso de polícia.


Deixem a Lusa em paz

Estão falando em projeto na Câmara Municipal para tirar a Portuguesa da Vila Santa Terezinha. Aos desinformados, explico que a Lusa vai apenas mandar os jogos em Cambé. Toda a estrutura continua na Vila, onde quase 400 garotos se dividem nas diversas categorias. O time cuida do imóvel público e gasta R$ 10 mil por mês, com água, luz, caseiro, etc. A Portuguesa tem função social, gera empregos, tira meninos da rua. Tem coisas mais importantes para o Legislativo se preocupar.



Fiori Luiz
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