Briga pela Série C

Paraná, Coritiba e Atlético vão mesmo para a semifinal. Além do título estadual, disputam vaga na Copa do Brasil, deixando aos clubes do interior as duas vagas para a Série C do Brasileiro. E o pega promete: Adap Galo, Paranavaí, Rio Branco e Cianorte.

Copa 2014

Não tem jeito: a CBF nem quer ouvir falar de futebol paranaense enquanto não mudar o comando da Federação. Seria o caso de se perguntar: a renúncia do presidente Moura não seria um ato nobre em prol do futebol paranaense? Um sacrifício pessoal em nome do bem-estar de um Estado que também quer uma fatia na Copa do Mundo?

Copa 2014 (2)

Podem até pensar que o texto acima é meu. Engano. É de um dos mais conceituados jornalistas esportivos, Luiz Augusto Xavier. Pelo que fiquei sabendo, o presidente Ricardo Teixeira quer distância do senhor Moura. Ué, mas não eram tão amiguinhos?

Movimento político

Como uma intervenção na Federação está descartada, um grupo foi formado com dois objetivos: contato com a CBF para que o Paraná seja uma das sedes do Mundial, e a montagem de uma chapa representativa para disputar a eleição na Federação, em abril de 2008.

Movimento (2)

Formam o grupo: Nelson Justus, presidente da Assembléia Legislativa, Ricardo Gomyde, presidente da Paraná Esporte, nome ligado ao governador, Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, João Elísio Ferraz de Campos, ex-governador, e Joel Malucelli, presidente de honra do J. Malucelli. Gomyde e Joel surgem como nomes fortes para substituir o presidente Moura.

Quem vota

Por que o senhor Onaireves Moura se mantém na presidência há 22 anos? Fácil a resposta: é que os times amadores de Curitiba (duas divisões suburbanas) e 90 ligas amadoras que votam e têm o mesmo peso de um Atlético ou Londrina. E o pior: muitos clubes e ligas nem poderiam votar. É preciso convocar uma Assembléia Extraordinária e mudar o Estatuto.

Um absurdo

Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, as ligas votam, mas os times profissionais têm peso superiores, na base do 3 por 1. Em Santa Catarina e São Paulo, os clubes profissionais são maioria e decidem eleições. No Paraná, infelizmente, ainda tem gente que troca o voto por três bolas e um jogo de camisa. É o fim da picada.

Fiori Luiz
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