Assalto
Acompanho o futebol do Paraná há muitas luas. Lembro quando um time do interior jogava na capital sabendo que seria roubado. Árbitros e bandeirinhas - nem todos, claro - metiam a mão descaradamente. Era um roubo anunciado. Eram tantos os afanos que daria para escrever um livro. Tem estórias incríveis. Pensei que esse passado estivesse sepultado.

Assalto (2)
O que aconteceu quarta-feira no Couto Pereira foi um filme em preto e branco daqueles tempos. O senhor Afonso Vitor de Oliveira, que foi uma referência na arbitragem pela sua honestidade, bem que poderia ter escalado um árbitro de melhor qualidade. E temos alguns no quadro. E não venham com essa de que foi sorteio. Isso é papo furado. Os melhores devem ser escalados.

Assalto (3)
As coisas não mudaram. Por mais que alguns árbitros tentem dissimular, não conseguem esconder a prática caseira, e as amizades com dirigentes dos times da capital. Nos velhos tempos, tinha dirigente que avalizava papagaio em banco para árbitro. Não sei se esse hábito continua. Mas há uns 20, 30 anos, esses favores eram comuns.

Assalto (4)
Dirigentes do Londrina botaram a boca no trombone. Desceram a lenha na arbitragem e por extensão na federação. Ué, quem é que reelege o senhor Onaireves Nilo Rolim de Moura há mais de 20 anos? Bem feito. Estão provando do mesmo veneno. E vale para dirigentes de vários times que volta e meia desancam o pau na arbitragem. O exemplo de honestidade deveria vir de cima. Deveria.

Complicou
Com 15 pontos, o Londrina precisa vencer os dois jogos no VGD - Rio Branco e Cascavel - para chegar aos 21 pontos. Mas será insuficiente para se classificar. Terá que buscar pontos em União da Vitória. Se o Iguaçu vencer a Portuguesa amanhã à noite, entrará na briga por uma vaga. O que pode inviabilizar a inversão de mando, com o jogo vindo para o VGD.

Rapidinhas
- Perguntar não ofende: é verdade que a sede do Londrina pode voltar ao VGD?
- Dinheiro não falta ao time da Adap Galo, que tem tudo para buscar uma vaga na Série C do Brasleiro.
- A venda do atacante Adilson Popó ao futebol coreano encheu os cofres da Adap. E a parceria com o Galo, já tem quatro parceiros. Uma receita mensal de quase R$ 200 mil.
- Perguntar não ofende, parte 2: de quem são os direitos federativos do artilheiro Diego Silva? Do América-RN? Do Londrina? De empresários?

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