Sinal de alerta
  A Portuguesa está com a água pelo pescoço. Seis rodadas e nenhuma vitória. Das nove que restam, seis serão fora de casa, contra adversários que lutam por vagas. A derrota para o Nacional deve acordar o time, que tem jogado com muita lentidão. Nem sombra daqueles guerreiros da época do Dirceu Matos.

Na hora da raiva
  Novo técnico e o velho futebol. Após a derrota para o Nacional, Amarildo Vieira Martins chegou a falar que ‘‘time pequeno tem que jogar em campo pequeno’’. Vila Santa Terezinha? Alvorada do Sul? Cambé? Que nada. Foi coisa de momento.

Saldo devedor
  Agora já são 12 jogos. E apenas uma vitória dos times londrinenses. Oito empates e três derrotas. E o pior: nenhuma vitória em casa. A Lusa corre sério risco de ser rebaixada. Está na hora do Amarildo paz e amor deixar o campo e entrar em cena o clone do Eurico Miranda.

Nota 10
  A torcida do Londrina está de parabéns. Mesmo depois da goleada diante do Paraná, o VGD recebeu um bom público, em torno de 5 mil pessoas. Uma prova de que o torcedor aceita as limitações técnicas, aceita um time jovem, e acima de tudo, aplaude a garra e o espírito guerreiro. Foi assim no empate com o Atlético: sangue, e muito suor.

Talentos
  Um jogo com seis gols. E muitos destaques. No time B do Atlético tem um baixinho, Rogerinho, que inferniza. Evandro, Wellington, Gustavo e Chico também se destacam. No Londrina, Edmilson foi o dono do jogo. Macalé teve boa estréia. Mas Diego Silva fez falta.

A força do rádio
  Oito emissoras de rádio transmitiram o empate entre Londrina e Atlético B. Quatro da capital: B-2, Banda B, CBN e Transamérica. Companheiros como Fernando César, Sicupira, Alfredo Ribeiro, Toni César e Jairo Silva estiveram no VGD.

Penumbra no VGD
  A iluminação do VGD precisa ser melhorada. Fotógrafos que trabalham nos jogos noturnos reclamam da escuridão em alguns pontos do gramado, que também atrapalha os jogadores.

Os favoritos
  Com seis rodadas – ainda faltam nove – já dá para se ter uma idéia de quem vai brigar pelas duas vagas na Série C do Brasileiro, se o panorama continuar o mesmo: Cianorte, Adap/Galo, Paranavaí e Rio Branco. J.Malucelli, Iraty, Londrina e Cascavel correm por fora.

Sorte, Paiva!
  É o que o Wanderley Paiva vai precisar no comando do Roma. Está aí um profissional correto, decente. Como jogador, foi campeão da Taça de Prata com o Londrina (era a Série B da época). Time que tinha Toninho, Fernando, Zé Antônio, Lívio, Everton, Zé Dias, Paulinho, Nivaldo e Zé Roberto. Foi em 1980. Depois, Wanderley voltaria como treinador do LEC. Tirar o Roma da lanterninha não será missão fácil.

Fiori Luiz
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