FIORI LUIZ
Como denominar?
Clássico? Majestoso? Derby? Londrina e Portuguesa merecem? Não há tradição, o torcedor está desmotivado, e o prejuízo será inevitável amanhã à tarde no Estádio do Café. Uma pena. Na última rodada, somando os pagantes dos dois jogos (Portuguesa x Iguaçu e Londrina x Malucelli), tivemos 267 testemunhas. Difícil ver uma luz no fim do túnel.
Na Coréia?
Dirceu Matos deixou a Portuguesa para ser auxiliar do Itamar Bernardes na Adap de Campo Mourão. Mas, no fundo, o objetivo dele é dirigir um clube coreano. Dirceu é competente e tem liderança.
A coisa tá preta!
Se o Londrina perder amanhã, ficará nove pontos atrás da Portuguesa. Tudo bem que o técnico Lio Evaristo não espera mais nada nesses três últimos jogos. Mas cadê o respeito às tradições do clube?
Filho enjeitado
Chegou a hora da cidade decidir se quer a continuidade do Londrina Esporte Clube ou não. A situação é crítica, e o presidente Peter Silva não suporta mais carregar a pesada cruz. O próprio treinador Lio Evaristo disse, em entrevista à Rádio Brasil Sul, que o presidente está sozinho.
Cadê o Conselho?
Os conselheiros precisam se reunir com urgência. A crise está instalada e o Conselho Deliberativo calado. É preciso mobilizar todas as forças da cidade, a começar pelo prefeito, vereadores, Acil, Sincoval, empresários. Temos londrinenses em cargos importantes no governo federal, como o ministro Paulo Bernardo. Ele poderia viabilizar um contato com a Petrobrás, por exemplo. O LEC não é do Peter, nem do Garrote, nem dos sócios. É um patrimônio de Londrina. E todos temos responsabilidades.
Fator econômico
Lembro das memoráveis campanhas do Londrina. Estádio do Café lotado. Além do marketing, o dinheiro girava. Todos ganhavam: hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, táxis, ambulantes. Imaginem o Londrina na Série A do Brasileiro? O que isso representaria para a economia da cidade? É essa visão que as lideranças precisam ter. Já perdemos a Fórmula Truck, o basquete já não lota o Moringão. Vamos deixar o Londrina morrer?
A cota da discórdia
O Atlético assinou o contrato com a RPC para a transmissão dos jogos do Estadual, mas abriu mão da cota e não vai deixar que transmitam seus jogos. O Londrina também não concordou com a cota, em torno de R$ 9 mil por mês, durante quatro meses. Essa divisão deveria obedecer alguns critérios, como o ranking, por exemplo. Um time que foi três vezes campeão paranaense - caso do Londrina - não pode receber o mesmo que outros que nunca ganharam nada. Em tempo: a Federação sempre ganha na moleza. Da verba total, de R$ 1 milhão, ela fica com 8%.
Fiori Luiz ([email protected])





