Irresponsabilidade (1)
  O Londrina é do tipo que usa traje de gala com chinelo de dedo. É pobre metido a besta. Se alguém se dispuser a fazer um levantamento do dinheiro que as diretorias jogaram no lixo nos últimos seis anos, vai chegar a números incríveis.

Irresponsabilidade (2)
  No ano 2000, o Londrina utilizou 59 atletas. Em 2001, foram 61. No ano seguinte, 60 jogadores. Em 2003, o LEC tinha 50 no elenco. Em 2004 bateu o recorde: utilizou 70 jogadores. Mais de seis times. Um absurdo. Um caso de polícia.

Irresponsabilidade (3)
  Ano passado, o número de contratados foi bem menor. E este ano, voltou a jogar dinheiro fora com dezenas de cabeças-de-bagre. Para quem enfrenta 118 ações trabalhistas, não tem patrocinadores fortes, não tem receita de associados e vive no vermelho, é o caso de perguntar: isso é administrar?

Cadê a base?
  Foram campanhas pífias, com jogadores importados. As categorias de base foram praticamente desativadas nos últimos anos. Quem o Londrina revelou? Bolão? Serginho? Denis? Carlão? Quem mais? Este ano, a filosofia é investir nos jovens. Até aqui o trabalho não produziu muitos frutos. Mas é um recomeço. Aí estão Alan, Robson, Neto, Alemão, Altino, André Moura, Rodrigo, Leonel e outros. O Londrina só foi forte e respeitado quando tinha pratas-da-casa e o time vencia campeonatos juvenil e júnior.

Bolsa-futebol?
  A rede de televisão que comprou os direitos de transmissão do Estadual 2007, já teria definido a cota do Londrina: R$ 9 mil mensais. O presidente Peter Silva não aceitou. Imitando a humorista da TV: o Londrina é pobre mas é limpo. Esmola, não.

Nos Pampas
  Marcos Cruz, revelado pelo Londrina, está jogando num time chamado Porto Alegre, dos irmãos Assis e Ronaldinho Gaúcho. Eles acabam de comprar o CT que pertencia ao Paulo César Carpegiani.

Sede polêmica
  O empresário Roberto Vezozzo, ex-diretor do Londrina, conseguiu uma cópia da escritura de doação da sede campestre. E pediu ao advogado Mauro Viotto para decifrá-la. E não consta nenhuma cláusula sobre impenhorabilidade. O que não pode ser vendido é uma pequena parte do terreno, que teria sido adquirido pelo Londrina na mesma época e anexado ao atual terreno onde estão as piscinas do clube.

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