O Paraná é diferente

Vocês já analisaram o comportamento dos torcedores paranaenses? Alguém precisaria realizar um estudo aprofundado sobre as diferenciações entre as regiões. Somos muito diferentes dos gaúchos, por exemplo. No Rio Grande do Sul, há uma uniformidade. De Norte a Sul, Leste a Oeste, quem não é Grêmio é Internacional. E os clubes paulistas e cariocas aparecem muito pouco nas pesquisas.

Influência gaúcha

O Sudoeste e o Oeste do Paraná têm um forte sotaque gaúcho. Cidades importantes foram colonizadas por famílias do Rio Grande do Sul. Cascavel, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Francisco Beltrão, Planalto, Pato Branco, Guarapuava, Dois Vizinhos e Medianeira são alguns exemplos.

Só dá Gre-Nal

Cascavel, por exemplo, tem um belo estádio. É a capital do Oeste. De cada dez torcedores, sete torcem por clubes gaúchos. E assim, em toda a região. Perfeitamente natural. A paixão passa de pai para filho.

Trio de Ferro manda

O Sul, onde é forte a presença ucraniana e polonesa, mantém a hegemonia do futebol paranaense nos últimos anos. O Paraná Clube se transformou numa potência, ao lado de Atlético e Coritiba. Na capital, a dupla Atle-Tiba, domina todas as pesquisas. Os paulistas e cariocas ficam em segundo plano.

Predomínio paulista

E no Norte, colonizado por paulistas (na maioria) e mineiros, a influência dos clubes paulistas é massacrante. Em todas as pesquisas Placar, Alvorada Pesquisas e de jornais paulistas a ordem não mudou nos últimos sete anos: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. Essa a ordem. Em quinto, o Flamengo. Londrina em sexto.

Três em um

Quem estudar as etnias, vai facilmente verificar que o Paraná não é uniforme. As diferenciações são gritantes, não apenas no futebol. Quantas vezes Atlético e Coritiba decidiram o título estadual e as emissoras de rádio de Londrina estavam transmitindo a decisão do Campeonato Paulista? Quantos no interior torcem por clubes da capital? E quantos torcedores do Londrina temos em Curitiba? Infelizmente, vamos continuar assim. Cada um na sua, fortalecendo cada vez mais o divisionismo no Estado. Que afeta também, a política, a cultura, e outras áreas.

Desculpa esfarrapada

Quando ofereceram ao Londrina, Thiago Soler, Daniel, Abimael, Ézio e Macedo, muitos no Londrina ironizaram: se não conseguiram classificar o Cambé, não servem. Nessa linha, Kaká e Ronaldinho Gaúcho estariam vetados no LEC. Vamos aguardar a Copa Centenário para ver se conseguiram trazer jogadores melhores que os do CAC.

Dirceu no LEC?

Ontem, após a derrota em Cascavel por 2 a 0, o comentário era de que o técnico Dirceu Matos poderia assumir o time júnior do Londrina. Até o fechamento desta coluna, ninguém havia contestado a informação divulgada pelo repórter Emerson de Souza, da Rádio Brasil Sul. Na Portuguesa Londrinense, silêncio.

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