Overdose de bola

Desculpem, mas neste cantinho vou evitar de falar em Ronaldinho, Ronaldo, etc. A cobertura desta Folha sobre a Copa do Mundo é mais do que suficiente. Durante um mês, ou 720 horas, a ''Majestade do Planeta'' será a bola. Prefiro, sempre que possível, contar as coisas da nossa aldeia.

Choveu na horta?

Me contaram que o negócio do meia Guilherme com o Coritiba, teria rendido R$ 100 mil aos cofres do Londrina. Seria o correspondente aos 50% do passe. Para conferir.

Mais bronca?

Os advogados Mauro Viotto e Moaci Mendes Leite, que ontem estiveram na Federação Paranaense, querem saber a verdade sobre a venda do lateral Rafinha, revelado pelo Londrina e vendido pelo Coritiba a um clube alemão.

Copa? Qual Copa?

Londrina x Arapongas, domingo, VGD, 10h30. No mesmo horário, Sérvia e Montenegro x Holanda. Portuguesa x Matsubara, 15h30, concorrendo com Portugal x Angola. Um celular do Marcola para quem acertar o total de público pagante no jogo da Lusa.

Na terrinha

Aeroporto de Londrina, quarta-feira, hora do almoço. Garotos atrás de autógrafos. Lá estavam Nilmar, nascido em Bandeirantes, revelado no Matsubara, e que acaba de renovar com o Corinthians; e Fernandinho, revelação do PSTC, que veio rever familiares.

Adeus ao mestre

''Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo''. Era assim que Fiori Giglioti narrava o encerramento de uma partida. Ele foi sepultado ontem em São Paulo. Uma lenda do rádio esportivo. Aos 77 anos, ainda transmitia futebol pela Rádio Capital.

Adeus ao mestre (2)

O xará cobriu dez Copas do Mundo. Tinha mais de 200 títulos de Cidadão Honorário. Paulista de Barra Bonita, era uma referência no meio do rádio. Educado, prestativo, companheiro. Tinha o que muitos não têm: caráter. Já o conhecia dos estádios brasileiros, mas aprendi a admirá-lo ainda mais durante a excursão da seleção por gramados da Europa e Oriente Médio. Era sempre o primeiro a buscar solução para os problemas que surgiam. Que Deus o tenha num cantinho muito especial.

Cadê a grana?

Segundo a imprensa, a CBF arrecada em torno de R$ 100 milhões por ano. Mas dizem que deve R$ 30 milhões. Tem até uma Ação de Execução Fiscal do governo Federal, no valor de R$ 2,374 milhões. Se tudo isso for verdade, não seria hora do governo Federal criar mecanismos de controle? Afinal, pelo que sei, a CBF não precisa prestar contas a ninguém.

Fiori Luiz
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