FIORI LUIZ
Desabafo do ídolo
Carlos Alberto Garcia conheceu o céu e o inferno no Londrina. Como jogador, aplausos. Como presidente, pedras. Numa entrevista à Rádio Brasil Sul, confessou que por pouco não ficou louco. Pressionado por todos os lados família, emprego, dívidas não teve outra saída a não ser renunciar.
Desabafo (2)
Uma das maiores decepções foi com o projeto que visava arrecadar R$ 1,00 de cada proprietário de linha telefônica. Garcia esperava a colaboração de uns 80 mil londrinenses. Resultado: 21 colaboraram.
Testemunhas
Manhã de domingo carrancuda, neblina, chuvisco. Na vitória do Londrina apenas 278 pagantes. E dos R$ 1.306,00 arrecadados, a federação levou uns trocos. O Comercial de Cornélio, do Otavinho, tem dois bons jogadores: Daniel, volante, e Reinaldo, meia. No Londrina, o bom é o atacante Roberto.
Estragadinho
Deve ser por falta de uso. Mas o VGD está ''feinho'' que dói. O gramado parece um pasto. A pintura da arquibancada toda desbotada. Um visual terrível.
Parcerias
De uns anos pra cá, houve uma invasão de empresários no interior do Paraná. Vários times perderam a identidade e se transformaram em clubes de donos. Toledo, Maringá, Campo Mourão, Rolândia, Apucarana, Arapongas, Cambé, Prudentópolis, Ponta Grossa, Iraty, para citar alguns exemplos. Em Maringá e Toledo, um desses ''empresários'' deixou um rastro de destruição.
Sai ou não sai?
No fundo, Peter Silva ainda acredita que o Londrina disputará a Série C do Brasileiro. Ele ficou dois dias na Capital. E uma das reuniões foi com um grupo que pretende investir alto no Londrina. Mas sem vaga, nada feito.
Londrina perdeu
Nas bilheterias, claro. No VGD, 278 pagantes contra 702 ingressos vendidos para Grande Londrina x Cambé, no Café (embora apenas 482 tenham assistido ao jogo). A renda superou a do Londrina em R$ 2.516,00. Então a torcida da Portuguesa aumentou? Não. Foi a torcida do Cambé.
Onde está?
Ontem, no VGD, um torcedor perguntou por onde anda o Everton, ex-meia revelado pelo Londrina e que jogou no Corinthians, São Paulo e Japão. Everton Nogueira, nascido em Florestópolis, foi uma das maiores revelações do futebol londrinense. Ele trabalha nas equipes de base do Atlético Mineiro. Mora em Belo Horizonte há mais de sete anos.
Macedo
Em dois jogos, quatro gols. O veterano que passou pelo São Paulo, Santos, Vasco e Grêmio, esbanja categoria com a camisa 11 do Cambé Atlético Clube, que ontem empatou com o Grande Londrina a dois gols. Um dele.
Clássico?
Domingo, no VGD, Londrina e Grande Londrina. As provocações já começaram. Afinal, é clássico? O que você acha?
Fiori Luiz
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