A realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de 2016 colocam o Brasil como a capital mundial dos esportes nesta década. E desde que foi escolhido sede dos dois maiores eventos esportivos do universo, o Governo tirou dinheiro até de onde não tinha na tentativa de não passar vergonha perante espectadores do resto do mundo.
Só que todo esse investimento ainda não tem refletido diretamente na carreira de quem vai representar o país, por exemplo, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, daqui a dois anos. Sem patrocínio, muitos deles se veem obrigados a apelar para as mais variadas formas de conseguir dinheiro para continuar na ativa. A mais nova moda que os competidores encontraram para driblar as consequências da escassez de investimentos são os sites de "crowdfunding" (financiamento coletivo, em português).
A empresa iniciante de base tecnológica Pódio Brasil foi pioneira entre os direcionados ao esporte e nasceu logo após as Olimpíadas de Londres, em 2012. A primeira atleta financiada foi a taekwondista Talisca Reis, de 24 anos, que nasceu em Porto Velho (RO), mas atualmente treina em Londrina. Ela precisava de R$ 4 mil para bancar sua participação no Aberto do Canadá. A lutadora fez até um ensaio sensual para ganhar destaque na mídia e chamar a atenção para a vaquinha. "Fico feliz, pois depois disso já surgiram outros sites. Para mim foi muito importante, deu um ‘up’ na minha carreira. E como fui a pioneira, serviu para mostrar para outros atletas que é uma boa alternativa", conta a lutadora.

Os Jogos Olímpicos de 2016 está orçado em R$ 36,7 bilhões (43% a mais dos custos da Copa do Mundo 2014: R$ 25,6 bilhões)

Praticante do taekwondo, arte marcial milenar que originou um esporte de combate, que integra os Jogos Olímpicos desde 2000

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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