Dezesseis anos depois, Atlético-PR e São Caetano têm pela frente uma missão que não foi cumprida por duas equipes que fizeram, em 1985, uma final de Campeonato Brasileiro muito parecida com a que acontece agora.
Naquela que era até então a primeira decisão da principal competição do país envolvendo dois clubes que não fazem parte do establishment do futebol brasileiro, Coritiba, que acabou com o título, e Bangu não aproveitaram a ocasião para mudar de status.
Tanto o primeiro, paranaense como o Atlético, quanto o segundo, um time pequeno do eixo Rio-SP como o São Caetano, logo após as maiores glórias de suas histórias em termos nacionais estavam no mesmo lugar do que antes da grande final de 1985.
Sem ter mais o dinheiro do jogo do bicho dado por seu mecenas, Castor de Andrade, o Bangu disputou o Brasileiro da primeira divisão pela última vez em 1988, apenas três anos depois do vice em 1985, quando perdeu apenas três dos 31 jogos que disputou.
Na Libertadores de 1986, o Bangu já dava vexame. Mesmo em um grupo com as modestas equipes equatorianas, o time terminou sua participação no torneio sem vitórias em seis jogos.
Mesmo com torcida numerosa e um grande estádio próprio, o Coritiba, no lugar de evoluir, piorou depois do inédito título de 1985. Antes de ganhar o Nacional, o time venceu um Estadual a cada 2,8 anos da sua história. Depois, sua média caiu para uma conquista local a cada 5,7 anos. Já em 1986, ficou entre os quatro últimos de um Brasileiro que tinha mais de 40 clubes.

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