São Paulo - Nenhum jogador ficará milionário. Mas a conquista do título brasileiro de 2002 servirá para garantir um Natal bem gordo, seja para santistas como para corintianos. Dirigentes dos dois clubes trataram de reunir-se com os jogadores, na semana de preparação para o duelo final, e apresentaram proposta de premiação pela hegemonia nacional.
  O Santos procurou estimular seu jovem grupo ao acenar com R$ 40 mil por cabeça, para a confirmação do primeiro título brasileiro. O diretor de futebol Francisco Lopes admitiu que a quantia não é astronômica, mas se justificou ao lembrar a condição financeira do clube, que não nada em dinheiro há muito tempo. ‘‘Somos os primos pobres do futebol paulista’’, brincou o cartola. ‘‘Não podemos gastar demais.’’
  O valor foi sugerido pelo presidente Marcelo Teixeira e, pelo menos oficialmente, agradou aos atletas. ‘‘Sempre tem um ou outro que levanta uma questão’’, reconheceu Lopes. ‘‘Mas ninguém contestou.’’
  O Santos já pagou R$ 10 mil pelas vitórias diante do São Paulo, nas quartas-final, e promete depositar mais R$ 20 mil para cada titular pelo sucesso nos confrontos com o Grêmio, nas semifinais. Com o título, os atletas com maior assiduidade na equipe de Leão podem fechar o ano com R$ 70 mil. Além, claro, de entrar para a história do Santos como responsáveis pelo fim de 18 anos de jejum de conquistas.
  O Corinthians também sabe quanto vai pagar para cada jogador como reconhecimento pelo quarto título. O vice-presidente Antonio Roque Citadini não abre o jogo em público, mas se fala que o valor bate na casa dos R$ 50 mil por atleta.
  ‘‘Esse assunto é interno’’, alega o dirigente, embora se disponha a esclarecer alguns pontos do acerto com os jogadores. ‘‘O valor será escalonado’’, avisou. ‘‘A premiação é proporcional ao número de jogos que cada profissional disputou no torneio.’’
  O Corinthians estabeleceu, assim como o Santos, prêmios por metas alcançadas. Cada uma das etapas superadas no Brasileiro representou uma quantia extra no saldo bancário de Vampeta, Deivid & companhia. O prêmio da final é adicional. Citadini procura encerrar o assunto com a ressalva de que, independentemente de cifras, as contas estão em dia. ‘‘Todos os prêmios anteriores estão em ordem’’, assegurou.
  O técnico Parreira se coloca à parte na discussão. Experiente, sabe que tema tão delicado não deve vir à tona antes da decisão.

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