Antes do início da Copa, todas as pesquisas realizadas na França mostraram que a decisão do título mais sonhada era entre as seleções Francesa e Brasileira. Políticos, artistas e jogadores estavam de acordo. O sonho se transformou em realidade. O jornal L’Equipe fez ontem uma definição perfeita para esta ‘história de amor’.
‘‘Se a final fosse Alemanha x França, seria terrível. Revanche! Se fosse contra a Inglaterra, haveria sentimentos de perfídia. Contra a Itália, surgiriam as habituais histórias fratricidas. Se fosse a Espanha, seria necessário colocar cercas de arame farpado nos Pirineus’’, publicou ontem o colunista Didier Braun. ‘‘Mas com o Brasil é diferente. Não há guerras nem rancor entre nós. Os garotos da França, como os de todo o mundo, sonham em ser brasileiros.’’
Braun, fazendo-se de porta-voz de todos os franceses, repete no artigo o que diziam em sonhos os torcedores em geral, políticos e artistas: ‘‘A França sempre admirou o Brasil. Em suas esperanças mais loucas, via aproximar-se de sua perfeição: sempre se sonha em aproximar-se dos deuses’’.

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