Janaina Tupan Frare
De Winnipeg, Canadá
Especial para a Folha
Após ficar ausente de dois Pans, a patinação artística brasileira fechou a sua participação nos Jogos de Winnipeg em grande estilo. Depois de garantir a medalha inédita com a gaúcha Janaina Espíndola (bronze), os atletas criaram coragem e partiram para mais vitórias garantindo o bronze em todas as provas que participaram. Além de Janaina, na categoria livre feminino, também ficaram com o bronze os atletas Diogo Dores (livre masculino), Luciane Roiha e Max Coelho (dupla mista livre).
A vela também encerrou a sua participação nos Jogos com um número recorde de medalhas conquistadas até hoje em Pan-Americanos. Ao todo foram nove medalhas em nove provas disputadas. A de ouro foi garantida por Robert Scheidt, na categoria Laser. Essa conquista garantiu a Scheidt o bicampeonato. As cinco medalhas de prata ficaram com Fernanda Biekark, Gunnar Ficker e Marcelo Batista, na categoria Europa; Ricardo Winicki, na Mistral e Alexandre Paradeda e Flávio Só, na Snipe. As três de bronze foram conquistadas nas classes Laser, Finn e Mistral, com Isabela Malpigui, Bruno Prada e Christina Mattoso, respectivamente. O número máximo de medalhas que a vela já tinha conquistado era sete, no Pan de Havana, em 1991.
O hóquei brasileiro também volta para casa com medalha. A comissão médica da organização desportiva pan-americana, a ODEPA, anunciou ontem o primeiro caso de doping dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg. O exame do goleiro da seleção canadense de hóquei in line, Steve Vezina, deu positivo por três substâncias diferentes, o que desclassificou a equipe canadense e garantiu o bronze para o Brasil. A Argentina que tinha ficado em terceiro, pulou para segundo e o Brasil, que tinha ficado em quarto, ficou em terceiro. O ouro foi para os Estados Unidos. Com a medalha do hóquei in line (modalidade não olímpica) e sem contar a do vôleibol feminino (seria decidido ontem à noite), o Brasil passa a ter 52 medalhas no Pan de Winnipeg.
Fim de semana - A seleção de squash fez sua estréia neste final de semana. Adriana Moura ganhou de três games a zero da columbiana Diana Samper (9-4, 9-0 e 9-5). Hoje ela enfrenta a canadense Mamie Bazley, às 18 horas (de Brasília). Karen Redfern também garantiu a participação nas quartas-de-finais. Ela ganhou da jamaicana, Marlene West, por 9-4, 9-1 e 9-0 e joga hoje contra a canadense Melaine Jans, às 20 horas (de Brasília).
No handebol masculino, a equipe brasileira estreiou com 23 pontos de diferença. O jogo foi contra o Uruguai. O paranaense Leonardo Bortolini jogou durante toda a partida. Ele é um dos poucos jogadores que chegaram à seleção sem ter jogado em São Paulo, o principal centro de handebol do País. Mas não foi por falta de convites. O que tem mantido o armador central em Maringá é a faculdade de Agronomia, que terminará no final deste ano.

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