Final de domingo marca despedida de uma geração
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quarta-feira, 08 de julho de 1998
Agência Estado 
A final da Copa do Mundo de 98, domingo, no Estádio Saint-Denis, contra a França, vai marcar a despedida de uma geração de craques da Seleção Brasileira. Veteranos de três Copas - entre os quais os campeões do mundo em 94 Aldair, Dunga, Taffarel e Bebeto - deixam a cena para a entrada de outros craques que formarão o futuro time do Brasil, ao lado de remanescentes mais jovens do grupo de Zagallo.
Dos 22 jogadores que defendem o Brasil na França, oito teoricamente disputam a última Copa. Além do zagueiro Aldair (32 anos, 39 convocações, 78 jogos), do capitão Dunga (34 anos, 96 convocações, 95 jogos), do goleiro Taffarel (32 anos, 120 convocações, 112 jogos) e do atacante Bebeto (34 anos, 105 convocações, 90 jogos), todos remanescentes da geração que começou na Copa de 90, na Itália, também devem sair César Sampaio (30), Gonçalves (32) e André Cruz (29), além do lateral reserva Zé Carlos (30).
Leonardo, campeão do mundo em 94, tem 29 anos e pode disputar mais uma Copa: em 2002 estará com 33 anos. Com a saída de Dunga, ele é o único jogador no momento em condições de assumir o papel de líder da Seleção Brasileira. Mas essa característica não será suficiente para garantir a sua permanência no grupo. Ao contrário de Dunga, ele ainda precisa firmar-se como titular intocável.
Outros jogadores devem deixar a Seleção pelo papel secundário que desempenharam. É o caso do meia Giovanni, 28 anos de idade, substituído no intervalo do jogo de estréia, contra a Escócia, e esquecido no banco de reservas até a última partida, contra a Holanda, pela fase semifinal. A situação do atacante Edmundo também não é confortável. Além de estar com 29 anos, ele nunca repetiu na Seleção o futebol que apresenta nos clubes em que jogou - principalmente Palmeiras e Vasco. Outro aspecto negativo é o seu temperamento explosivo, que deixa a comissão técnica em permanente estado de alerta.
A Seleção Brasileira terá uma base mais jovem e experiente para a próxima Copa, em 2002, no Japão e na Coréia. Da equipe que jogou na França, podem permanecer 11 jogadores: os goleiros reservas Carlos Germano e Dida, os laterais Cafu, Roberto Carlos e Zé Roberto, os meias Doriva, Emerson, Rivaldo e Denílson, o zagueiro Júnior Baiano e o atacante Ronaldinho.
Dos que ficam, apenas os goleiros Carlos Germano e Dida e o meia Denílson não jogaram na Europa. Carlos Germano deve ser negociado com o Porto, de Portugal, ou o Fenerbahce, da Turquia, e Denílson foi vendido para o Betis, da Espanha, onde terá a sua primeira experiência num clube estrangeiro.
Outros jogadores que ainda não tiveram chances na Seleção, como o lateral-esquerdo Felipe e o meia Pedrinho, do Vasco, o meia Alexandre e o atacante França, do São Paulo, devem começar a ser testados no segundo semestre. O objetivo é renovar a equipe com o aproveitamento das novas revelações do futebol brasileiro.


