Ronco dos motores e cheiro de borracha queimada. Nem mesmo a manhã chuvosa do domingo assustou jovens e adultos aficcionados por velocidade, que acompanharam a última etapa da 2 Copa Norte de Kart, no Kartódromo Luigi Borghesi. Foram 68 pilotos, na maioria vindos de Maringá, Campo Mourão, Cianorte, Região Metropolitana de Londrina e estados como São Paulo e Santa Catarina.
O piloto da Jeferson Tierling (Ford Tropical) faturou a etapa de Londrina e sagrou-se campeão pela categoria 13 HP (motores alugados), após vencer a etapa de Campo Mourão e ficar na segunda posição em Maringá. Como trabalha no ramo de automóveis, Tierling sempre foi ''apaixonado pelo automobilismo'' e seu principal hobbie nos finais de semana é o kart.
Ele compete há 10 anos como kartista, mas também já participou do Paranaense de Marcas e Pilotos e das 500 Milhas da Granja Viana (que reúne pilotos da F-1). ''Prefiro o kart. A sensação de estar ali no chão e de mexer no próprio carro é melhor que pilotar dentro de um cockpit'', aponta.
De acordo com Flávio Merenciano, presidente da Associação de Kartistas de Londrina e Região (AKLR), o torneio deste ano estava dividido em quatro modalidades: Quatro Ligth e Força Livre (com motores de 13 horse power), 125 cc (motor de kart original) e RD 135 (motores de moto). ''Não há uma categoria principal, todas possuem seu prestígio'', definiu.
''As diferenças se dão quanto a potência. O kart profissional e o RD são motores 2 tempos, que na prática possuem mais força nas saídas das curvas. Por isso exigem mais técnica e experiência'', explica. Segundo conta, na pista do kartódromo londrinense, que possui 1.100 metros de extensão, as velocidades variam entre 100 e 120 quilômetros/hora e os pilotos chegam a completar o percurso em 45 segundos.
Quanto ao panorama do kartismo na cidade, Merenciano afirma que no último ano a AKLR conseguiu reativar a prática na região trazendo mais de 60 novos associados. Hoje são mais de 90 sócios e acredita que a terceira etapa da Copa Norte foi a mais movimentada, justamente pela força que Londrina tem no automobilismo. ''Estamos implantando um projeto de escolinhas para pilotos infantis e kadetes, desde os seis anos, para aquecer os motores do kartismo desde cedo''.

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