Imagem ilustrativa da imagem Final da Copa América contrapõe histórias de superação
| Foto: Juan Mabromata/AFP
Imagem ilustrativa da imagem Final da Copa América contrapõe histórias de superação
| Foto: Dudu Macedo/Fotoarena/Estadão Conteúdo

São Paulo - A final da Copa América de 2019, entre Brasil e Peru, que será realizada neste domingo (7) às 17 horas no Maracanã, pode coroar a redenção de dois personagens importantes do torneio deste ano: o lateral brasileiro Daniel Alves e o goleiro peruano Gallese. Ambos tiveram que superar uma grande adversidade para chegar a essa decisão.

As boas atuações de Daniel Alves na Copa América se tornam mais impressionantes se são levados em conta seus 36 anos de idade e o fato de que ele teve de se recuperar de uma lesão grave no joelho direito para conseguir estar à disposição de Tite. Segundo o próprio jogador, esse desempenho só tem sido possível graças ao primeiro semestre que o lateral-direito teve no PSG, transformado por ele em uma espécie de preparação para a seleção brasileira.

Considerado nome certo na convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2018, o lateral-direito rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em 8 de maio do ano passado, apenas seis dias antes do anúncio dos 23 convocados, e não pôde disputar o Mundial.

Após pouco mais de seis meses de tratamento, o baiano voltou aos gramados em novembro e resolveu recuperar o tempo perdido. Pediu ao técnico do clube francês, Thomas Tuchel, para atuar o máximo possível e ganhar ritmo. Desde então, ele participou de 32 das 37 partidas do seu clube.

Tite está muito satisfeito com a produção do veterano, a quem entregou a faixa de capitão durante a preparação para a disputa da Copa América. Todas as atuações do lateral-direito no torneio foram elogiadas, mas o melhor até aqui foi visto no confronto com a Argentina na semifinal.

A participação do jogador na Copa América torna possível o que parecia improvável: sua participação na Copa do Mundo de 2022. O baiano terá passado dos 39 anos quando a competição for disputada, no Catar, e será o mais velho atleta a defender o Brasil em um Mundial se estiver entre os convocados para o torneio.

“Sei a idade que eu tenho e o que ela representa no futebol, mas aprendi também que as pessoas querem resultados. Eu me concentro nisso, não me concentro na minha idade ou no que vão pensar de mim”, afirmou Daniel, que acumula 114 partidas pela seleção brasileira e impressionantes 39 títulos na carreira. O 40º pode ser obtido neste domingo.

Já Pedro Gallese, que foi um dos destaques do Peru na vitória por 3 a 0 sobre o Chile na semifinal e ajudou a colocar sua seleção na decisão pela primeira vez desde 1975, tenta o título para sacramentar uma reviravolta dentro do próprio torneio. Na primeira fase, nos 5 a 0 sofridos para o Brasil na Arena Corinthians, ele protagonizou o maior frango da competição: errou numa saída de bola e chutou em cima de Roberto Firmino, que, após rebatida na trave, apenas driblou o goleiro para marcar.

Apesar do lance constrangedor e do sufoco na primeira fase, quando o Peru só se garantiu nas quartas de final como um dos melhores terceiros colocados, o goleiro se recuperou, defendendo pênaltis de Gabriel Jesus (Brasil), Luis Suárez (Uruguai) e Eduardo Vargas (Chile) até aqui, além de outras grandes defesas diante dos chilenos. Na final, é uma das armas peruanas para dar o troco após o traumático 5 a 0.

NO RIO

Brasil

Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro, Arthur e Coutinho; Gabriel Jesus, Firmino e Everton. Técnico: Tite

Peru

Gallese; Advíncula, Zambrano, Abram e Trauco; Tapia, Yotún, Carrillo, Cueva e Flores; Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca

Árbitro: Roberto Tobar (Chile)

Estádio: Maracanã

Horário: 17 horas (de domingo)

mockup