Genebra - O brasileiro Cesar Cielo pode ficar de fora do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, que começa no próximo dia 24, em Xangai, na China. Porém, a participação do campeão olímpico dos 50 metros nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, seria preservada. Esta é a intenção da Federação Internacional de Natação (Fina), que recorreu da decisão da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) em relação ao doping do nadador e pediu à Corte Arbitral do Esporte (CAS) uma suspensão de seis meses a Cielo.
A entidade pede que o tribunal puna de forma provisória o nadador (e outros três colegas na mesma situação - Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinicius Waked) para evitar a sua participação no Mundial. Em uma situação normal, o processo poderia levar até três meses. Mas a Fina quer rapidez e garantia da pena máxima de 6 meses, que não inviabiliza a participação em Olimpíadas.
O código mundial antidopagem em vigor exclui dos Jogos subsequentes atletas com punições que extrapolem meio ano de inatividade. Na semana passada, a CBDA divulgou que Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinicius Waked testaram positivo para o diurético furosemida.
A entidade apenas advertiu os atletas e desconsiderou seus resultados no Troféu Maria Lenk, competição em que houve a coleta de material para o teste. As autoridades brasileiras alegaram que eles não tiveram culpa porque houve erro de manipulação do laboratório que preparou suplementos alimentares consumidos pelos nadadores. O laboratório Anna Terra, de Santa Bárbara d'Oeste, negou ter assumido a culpa e diz apenas que a contaminação é possível.
Se a rapidez pedida pela Fina não se concretizar na corte esportiva, e Cielo for punido após sua participação no Mundial, ele terá de devolver eventuais medalhas, além de ter todos os seus resultados anulados. Mas a Fina quer evitar que sua própria imagem e os resultados de Xangai acabem sendo tumultuados por Cielo. Outro temor é de que o brasileiro seja vaiado ao se apresentar para a competição.

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