Fina aprova o uso dos uniformes inteiriços nas suas provas oficiais
São Paulo, 11 (AE) - A Federação Internacional de Natação (Fina) aprovou o uso dos uniformes inteiriços de natação, também conhecidos como Aquablades, nas provas oficiais da entidade, inclusive os Jogos Olímpicos de Sydney. A definição foi divulgada na última reunião da entidade, realizada no fim de semana, no Kuwait. A roupa cobre todo o corpo, com exceção de mãos pés e cabeça e é confecionada com um material que tem por objetivo diminuir o atrito do corpo com a água.
O uso do Aquablade estava sendo defendido pelos atletas da equipe australiana, usuários do produto, entre eles Michael Klin
atual recordista mundial dos 100 metros, borboleta, e Ian Thorpe, dono da melhor marca do mundo nos 200 e 400 metros, livre. No entanto, o uniforme não estava sendo usado pelos nadadores em competições oficiais da Fina porque não havia sido aprovado pela entidade. Caso fosse proibido, os atletas poderiam ter seus resultados anulados.
"Tudo o que queria era que fosse legal", disse a técnica da equipe australiana, Dan Talbot. "Agora vou me assegurar que o uniforme seja acessível a todo mundo, uma vez que não será benéfico para o esporte que a tecnologia avançada esteja disponível somente para alguns nadadores", completou. A preocupação existe porque o uniforme é fabricado atualmente apenas por uma empresa, a Speedo.
O nadador brasileiro Fernando Scherer, o Xuxa, afirma que não pretende usar o novo material. "Não acho que o uso do aquablade fará a diferença entre ganhar e perder uma prova", avalia. "Não vi, mas também não usaria, porque acredito que vá incomodar em determinados movimentos." Gustavo Borges chegou a experimentar um modelo que não cobre braços e pernas, mas não se animou com a novidade e prefere usar as sungas tradicionais para seus treinos.





