Fim de treinos. E a Ginástica admite: medalha é muito difícil
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quarta-feira, 30 de agosto de 2000
Marcos Freitas De Curitiba 
A seleção brasileira de Ginástica Olímpica encerrou ontem, na Universidade do Esporte, em Curitiba, a fase de treinamentos no Brasil antes da viagem para a Austrália, onde disputará os Jogos Olímpicos de Sydney. As atletas Camila Comin (Coritiba), Daniele Hipólito (Flamengo-RJ), Dayane dos Santos (Grêmio Náutico União-RS) e Marília Gomes (Vasco da Gama-RJ) voltam a se encontrar domingo, em Buenos Aires, de onde partem para a Austrália. Os dias de folga vão servir para as ginastas reverem familiares e amigos. Elas ficarão na Austrália até o final de setembro.
A delegação brasileira deve desembarcar dia 3 de setembro em Canberra, onde acontece a última fase da preparação. O Brasil estréia em Sydney no dia 17 de setembro, na chave da segunda subdivisão, às 14 horas. A ordem a ser cumprida pelas atletas brasileiras nos aparelhos será: trave, solo, salto sobre o cavalo e barras paralelas assimétricas.
A apresentação de Camila Comim na trave e nas barras paralelas e de Daniele Hipólito no solo e na trave são as melhores chances da equipe brasileira, segundo avaliação da chefe da equipe brasileira, Eliane Martins.
Para a dirigente, a equipe embarca para a Austrália levando a melhor delegação de toda a história do esporte no Brasil. Além do fato inédito da Ginástica Olímpica ter quatro atletas nos Jogos (duas titulares e duas reservas). Temos chances de nos classificar entre as melhores, pois a seleção apresenta bom nível técnico, disse Eliane. Chegar a disputar medalha é muito difícil, admite.
Boxe O meio médio-ligeiro Kelson Carlos e o meio-pesado Laudelino Barros esperam dar um rumo diferente às suas carreiras após os Jogos de Sydney. Os dois pretendem se tornar profissionais o quanto antes. Kelson já tem sua profissionalização garantida em dezembro, enquanto Laudelino aguarda a resposta de patrocinadores. Mas antes os dois querem se despedir dos Jogos Olímpicos com uma medalha.
Kelson Carlos, de 24 anos, pretende seguir os passos de Acelino Popó Freitas de quem é sparring desde o início da carreira e fazer muito sucesso no boxe profissional. Ele acha que assim poderá ficar mais perto da sua família e dar atenção à filha. Há cinco anos que não acompanho o crescimento dela. Fico quatro meses fora e só um em casa. Não vejo a hora de me tornar profissional.
Esta expectativa também é vivida por Laudelino de Barros, de 25 anos. O primeiro contato com o empresário Ricardo Maldonado aconteceu em abril, durante o Pré-Olímpico de Tijuana, no México. Maldonado gostou muito do estilo do boxeador brasileiro e fez uma proposta aos seus patrocinadores. Ainda estou crescendo, amadurecendo no boxe, mas sei que chegou a minha hora, até mesmo por causa da idade. Quero muito me tornar profissional, afirma o boxeador, medalha de prata no Pan de Winnipeg (Canadá) em 99.
Os dois atletas concordam até na hora de explicar as principais modificações no estilo de luta a serem feitas na transição para o profissionalismo. Precisarei lutar mais parado, trabalhando mais com o pêndulo, explica Laudelino. Os profissionais ficam mais estáticos e colocam a mão dura para buscar o nocaute, não pensam nos pontos, completa Kelson.
Colaborou a agência Lance! Sportpress


