A seleção brasileira de Ginástica Olímpica encerrou ontem, na Universidade do Esporte, em Curitiba, a fase de treinamentos no Brasil antes da viagem para a Austrália, onde disputará os Jogos Olímpicos de Sydney. As atletas Camila Comin (Coritiba), Daniele Hipólito (Flamengo-RJ), Dayane dos Santos (Grêmio Náutico União-RS) e Marília Gomes (Vasco da Gama-RJ) voltam a se encontrar domingo, em Buenos Aires, de onde partem para a Austrália. Os dias de folga vão servir para as ginastas reverem familiares e amigos. Elas ficarão na Austrália até o final de setembro.
A delegação brasileira deve desembarcar dia 3 de setembro em Canberra, onde acontece a última fase da preparação. O Brasil estréia em Sydney no dia 17 de setembro, na chave da segunda subdivisão, às 14 horas. A ordem a ser cumprida pelas atletas brasileiras nos aparelhos será: trave, solo, salto sobre o cavalo e barras paralelas assimétricas.
A apresentação de Camila Comim na trave e nas barras paralelas e de Daniele Hipólito no solo e na trave são as melhores chances da equipe brasileira, segundo avaliação da chefe da equipe brasileira, Eliane Martins.
Para a dirigente, a equipe embarca para a Austrália levando a melhor delegação de toda a história do esporte no Brasil. Além do fato inédito da Ginástica Olímpica ter quatro atletas nos Jogos (duas titulares e duas reservas). ‘‘Temos chances de nos classificar entre as melhores, pois a seleção apresenta bom nível técnico’’, disse Eliane. ‘‘Chegar a disputar medalha é muito difícil’’, admite.
Boxe – O meio médio-ligeiro Kelson Carlos e o meio-pesado Laudelino Barros esperam dar um rumo diferente às suas carreiras após os Jogos de Sydney. Os dois pretendem se tornar profissionais o quanto antes. Kelson já tem sua profissionalização garantida em dezembro, enquanto Laudelino aguarda a resposta de patrocinadores. Mas antes os dois querem se despedir dos Jogos Olímpicos com uma medalha.
Kelson Carlos, de 24 anos, pretende seguir os passos de Acelino ‘‘Popó’’ Freitas – de quem é ‘sparring’ desde o início da carreira – e fazer muito sucesso no boxe profissional. Ele acha que assim poderá ficar mais perto da sua família e dar atenção à filha. ‘‘Há cinco anos que não acompanho o crescimento dela. Fico quatro meses fora e só um em casa. Não vejo a hora de me tornar profissional.’’
Esta expectativa também é vivida por Laudelino de Barros, de 25 anos. O primeiro contato com o empresário Ricardo Maldonado aconteceu em abril, durante o Pré-Olímpico de Tijuana, no México. Maldonado gostou muito do estilo do boxeador brasileiro e fez uma proposta aos seus patrocinadores. ‘‘Ainda estou crescendo, amadurecendo no boxe, mas sei que chegou a minha hora, até mesmo por causa da idade. Quero muito me tornar profissional’’, afirma o boxeador, medalha de prata no Pan de Winnipeg (Canadá) em 99.
Os dois atletas concordam até na hora de explicar as principais modificações no estilo de luta a serem feitas na transição para o profissionalismo. ‘‘Precisarei lutar mais parado, trabalhando mais com o pêndulo’’, explica Laudelino. ‘‘Os profissionais ficam mais estáticos e colocam a mão dura para buscar o nocaute, não pensam nos pontos’’, completa Kelson.
Colaborou a agência Lance! Sportpress

mockup