Acabou oficialmente ontem o ''casamento'' mal-sucedido entre Londrina Esporte Clube (LEC) e Londrina Junior Team (LJT), que dirigia as categorias de base da equipe. A parceria, iniciada em 24 de abril de 2001, teve a minuta de rompimento de contrato confirmada em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do clube, ontem na sede do Londrina.
Conforme documento elaborado pelas partes, o LEC cedeu os 50% que tinha direito de 57 jogadores para sanar a dívida de R$ 2.590.404,03 com a ex-parceira, referentes a investimentos feitos durante a vigência do contrato.
Sete atletas os goleiros Ricardo e Carlão, o lateral-esquerdo Fabinho e os volantes Carlso renato, Pierrê e Biro ficam integralmente com o Londrina, que terá ainda 20% sobre os direitos federativos de mais 11 jogadores. A LJT cedeu os R$ 268 mil que foram investidos em reforma e compra de móveis e utensílios para a sede administrativa do clube e ao Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD).
A parceria foi encerrada de forma ''amigável''. ''Foi um excelente negócio para o Londrina porque não teríamos como pagar essa dívida e vai possibilitar a aproximação de novos parceiros'', disse o presidente do LEC, Agostinho Miguel Garrote. ''Foi a melhor forma de resolver a parceria'', resumiu o dirigente da LJT Jurandir Barroso, que confirmou o encerramento das atividades da empresa no mês que vem.
A relação entre os dois clubes estava estremecida havia tempo. No mês passado, a parceira do Tubarão tentou negociar o meia Leandro Bravin com o belga Anderlecht sem o conhecimento da direção do Londrina. O mesmo Bravin, que já havia sido requisitado pelo técnico Itamar Bernardes para fazer parte do elenco na disputa do Campeonato Paranaense, não apareceu para treinar ontem sem dar explicações. O meia havia sido emprestado ao Atlético Paranaense para a disputa da Taça São Paulo de Juniores, em janeiro. O mesmo aconteceu com o lateral-esquerdo Fábio, que defenderá o Coritiba na competição.

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