Agora é definitivo. Os empresários Iran Campos e Júlio Lemos anunciaram que o grupo gestor não tem mais interesse em gerenciar o futebol profissional do Londrina. O contrato de co-gestão encerra-se no dia 31 de dezembro e não será renovado após esta data.
A desilusão com a eliminação do time na Série B do Campeonato Brasileiro foi um golpe forte demais que abalou qualquer possibilidade de um novo acordo. O departamento de marketing do clube marcou uma entrevista coletiva para o próximo dia 29 para esclarecer as razões do desligamento. ''Essa é uma decisão que já foi tomada, mas não posso dar muitos detalhes sobre este assunto. Quero deixar claro que no dia 29 tudo será explicado, item por item'', disse Lemos.
Além da decepção com uma eliminação que consideram precoce a meta era ao menos levar o time à segunda fase os gestores admitem que ficaram assustados com a avalanche de ações trabalhistas que insistem em sufocar a saúde financeira do clube. A dívida, segundo Lemos, pode chegar a R$ 3 milhões. ''Se porventura algum grupo tiver interesse em administrar o Londrina, vai se assustar com estas dívidas'', afirmou. Em uma análise superficial, o empresário acredita que o grupo gestor tenha reduzido em quase R$ 400 mil este valor. ''Nós negociamos muito, se uma ação era de R$ 100 mil, por exemplo, conseguimos quebrar para R$ 20 mil. Acredito que o grupo tenha gasto R$ 100 mil só em ações''.
De junho do ano passado a dezembro deste ano, período em que o clube disputou um Paranaense e dois Brasileiros, a projeção é de um gasto de R$ 1,5 milhão com salários de jogadores, comissão técnica, e despesas operacionais. Quando se leva em consideração as despesas da temporada de 2001, quando o empresário Iran Campos começou a apoiar o departamento profissional do clube, os investimentos ultrapassam os R$ 2 milhões. O possível retorno financeiro, com uma classificação para a segunda fase, caiu por terra com a derrota para o Marília.
Existe ainda a possibilidade de uma quebra de contrato com a Londrina Júnior Team, empresa que cuida das categorias de base desde 2001. O contrato é de cinco anos. A intenção, segundo Lemos, seria transformar a LJT em um clube profissional apto a disputar as divisões de acesso do futebol do Estado. ''Estamos pensando sim nesta possibilidade, mas é lógico que dentro de um planejamento. Eu diria que são fortes os indícios disso acontecer no próximo ano'', ponderou.
Lemos afirmou também que o grupo não apresentará nenhuma chapa nas eleições presidenciais do LEC, marcadas para dezembro. ''Não teremos candidato. A partir do ano que vem, seremos apenas torcedores do Londrina''.

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