Filme repetido na Superliga Feminina
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sábado, 17 de abril de 2010
Das Agências 
São Paulo - A decisão da Superliga Feminina de vôlei, marcada para as 9h45 deste domingo, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, colocará frente a frente dois dos mais vitoriosos técnicos do voleibol nacional. Ao longo desta temporada, Luizomar de Moura, do Sollys/Osasco (SP), e Bernardinho, da Unilever (RJ), tiveram que, além de mostrar suas capacidades no comando das equipes dentro da quadra, dar atenção a fatores externos para manter os times no caminho das vitórias durante toda a competição.
As dificuldades para Luizomar e o Sollys/Osasco começaram antes mesmo do início da atual Superliga. Ao fim da temporada passada, a equipe de Osasco perdeu o apoio de seu principal patrocinador e teve que se movimentar rapidamente, com o técnico à frente, para manter o elenco qualificado e a estrutura de trabalho.
Agora, depois de tantas dificuldades superadas, a expectativa da equipe paulista é encerrar a Superliga com o título para premiar todas as pessoas envolvidas na manutenção do time.
''Acreditar sempre é a palavra certa, pois a equipe ia acabar. Conseguimos segurar o grupo, dias depois e, com tudo isso, chegar à final da Superliga e poder disputar o título é maravilhoso. Agora queremos coroar tanto a torcida de Osasco, como as pessoas que acreditaram neste projeto com a conquista do título'', comenta o treinador do time paulista.
Por sua vez, Bernardinho e a Unilever tiveram que conviver, ao longo de toda temporada, com o favoritismo criado por conta dos títulos conquistados nas últimas quatro edições da Superliga. Na decisão, a situação ficará ainda mais evidenciada, já que o time carioca superou a equipe paulista nas quatro últimas finais.
''Elas querem interromper nossa série de conquistas na Superliga. Nós, naturalmente, queremos ganhar mais um título. Mas sabemos que estamos longe de sermos imbatíveis ou superiores. Já perdemos dois jogos para o Osasco na fase classificatória nesta temporada'', lembra o treinador, destacando a importância da semana de preparação para a final em jogo único.
''Na série, temos a oportunidade de corrigir detalhes para a jogo seguinte. Não é o caso. Por isso, é fundamental que as jogadoras cheguem íntegras à decisão, que a semana de trabalho seja proveitosa. E torcer para que acordem em um bom dia'', completa.
Além da pressão pelo favoritismo, a equipe de Bernardinho conviveu com uma série de lesões durante a Superliga. Em momentos importantes da competição, a equipe não pode contar com a central Carol Gattaz e com a líbero Fabí, lesionadas.
Na semifinal, mais uma mostra de superação. Depois de perderem a primeira partida da série para São Caetano (SP), as atletas da Unilever garantiram a vaga na decisão após passarem uma noite no ginásio do Maracanãzinho, ilhadas por conta da forte chuva que atingiu o Rio de Janeiro na semana do segundo e do terceiro jogos da série.


