O inglês Bernie Ecclestone, presidente da Associação de Construtores de Fórmula 1 (Foca) não se apresentou ontem ao Tribunal de Ímola, na Itália, porque a audiência era dedicada à análise das imagens da corrida em que morreu Ayrton Senna em 1º de maio de 94.
Um diretor da televisão pública italiana, RAI, e vários técnicos da Foca foram citados como testemunhas para tentar esclarecer o mistério sobre o desaparecimento dos últimos nove décimos de segundo do filme que estava na câmera montada no carro de Senna no dia do acidente. Para o representante do setor televisivo da Foca, Eddie Baker, a falta de imagens do momento da colisão do carro contra o muro de contenção da curva Tamburello, no GP de San Marino, foi ‘‘uma pura coincidência’’.
Os técnicos explicaram que a Foca decidiu passar outras imagens vindas de outros carros dez segundos antes do acidente, já que Senna estava em primeiro e ‘‘não havia nada para ver e as imagens eram de má qualidade’’. ‘‘Estou totalmente convencido de que as imagens fornecidas pela entidade não estão completas’’, disse na saída da sala de audiência o promotor Maurizio Passarini, destacando que não abrirá nenhum processo por falso testemunho para não retardar o julgamento. Passarini sustenta que a decisão da Foca de passar as imagens do carro de Berger não provam nada, porque ‘‘não havia ninguém na frente dele’’.
A próxima audiência foi marcada para 2 de junho.

mockup