Konigstein - Atenção, torcedor brasileiro: prepare-se para assistir, na Copa da Alemanha, a um filme repetido. E, muitas vezes, sem final feliz. Bolas e mais bolas passarão por cima da defesa da seleção procurando as cabeças de atacantes grandalhões, para desespero daqueles que não confiam nos zagueiros do Brasil. E não são poucos. Croácia e Austrália, os dois primeiros adversários do time dirigido por Carlos Alberto Parreira na Copa, têm atacantes altos e certamente apostarão nas jogadas aéreas para tentar derrubar o Brasil.
O que croatas e australianos pretendem fazer é incomodar o Brasil naquele que sempre foi um de seus pontos fracos, o jogo pelo alto. Mesmo em seus momentos mais gloriosos, o Brasil sempre se complicou quando enfrentou equipes com atacantes altos e fortes.
Atacantes de porte físico imponente, aliás, não faltam à Croácia e Austrália. O principal ponto de referência do ataque croata é Dado Prso, que joga na Escócia. Com 1m87, ele ganha quase todas dos zagueiros pelo alto e ainda conta com a companhia de Klasnic, apenas um centímetro mais baixo. E a Austrália não fica atrás. Nem por baixo. O pesadão Viduka, de 1m88, conseguiu se firmar no futebol inglês porque é daqueles que se impõem na área. E, se Viduka não funcionar, os australianos terão no banco uma arma ainda mais imponente: Kennedy, de 1m92.
Lúcio e Juan, os dois zagueiros titulares da seleção, estão se preparando como podem para encarar os brutamontes adversários. Lúcio, com 1m88, consegue se equiparar aos grandalhões. Mas Juan, com 1m82, tem de se desdobrar para não ficar por baixo.
''As jogadas de cruzamentos altos na área são sempre difíceis. O zagueiro tem de olhar o jogador que cruza e também o atacante que está na área. Muitos países da Europa, assim como a Austrália, sempre têm jogadores bons pelo alto. Eles treinam isso desde que são meninos e, às vezes, é difícil marcar'', explicou Juan.
A partida de domingo contra a Nova Zelândia, em Genebra, na Suíça, foi um bom teste para os zagueiros brasileiros. É bem verdade que os atacantes neozelandeses se mostraram absolutamente incapazes de dominar a bola, mas eles são altos e conseguiram incomodar Lúcio e Juan.
Lúcio gostou bastante de ter enfrentado um time com características semelhantes às da Austrália. E ele está convencido de que, junto com seu parceiro de zaga, passou no teste. ''A Nova Zelândia jogou com muitas bolas altas na nossa área e nós fomos muito bem. Conseguimos dominar os atacantes deles sem maiores problemas'', afirmou o jogador do Bayern de Munique.

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