Filhos de Hortência seguem caminhos longe das cestas
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sábado, 11 de abril de 2009
Agência Estado 
São Paulo - Filho de peixe, peixinho é? Nem sempre. O ditado popular às vezes pode ter sua lógica rompida. Não vale, por exemplo, para os filhos de Hortência, a ''rainha'' do basquete. As cestas estão longe da rotina de João Victor, de 13 anos, e Antônio Victor Oliva, de 11 anos, que preferem, respectivamente, hipismo e futebol.
A paixão pelos cavalos veio por influência do pai, o empresário José Victor Oliva, que tem haras. Sua principal montaria é Nilo V.O, que participou dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, com o cavaleiro Roger Clementino - o conjunto ganhou medalha de bronze nas provas de adestramento.
Roger Clementino, inclusive, é o treinador de João Victor, que em 2008 se destacou na categoria de sua faixa etária de provas de adestramento, Elementar-Amador 1. ''Gostava de treinar, mas não queria competir'', disse o filho mais velho de Hortência. ''Depois que comecei fui gostando.''
Tímido, o jovem cavaleiro só fica mais à vontade quando fala de seu cavalo, Trunfo V.O. ''Ele é meio malandro e quando não quer fazer os movimentos tenho de domá-lo'', contou João Victor. ''Mas no fim sempre consigo ajustar.''
João Victor não se lembra quando foi a primeira vez que montou um cavalo. ''Acho que eu era bebê'', afirmou o garoto, que, aos 4 anos, já sabia o que é dominar um animal tão grande. ''É uma sensação boa'', garantiu ele, que sonha ser veterinário.
Já Antônio começou a competir neste ano na sua categoria do adestramento, com Zeus V.O. Ele gosta de montar, mas admite ter queda maior para o futebol. Joga no time da escola e até o representou em uma competição nos Estados Unidos. ''Jogo de volante'', revelou o filho mais novo de Hortência.
O menino, assim como o irmão, gosta de competir. ''Comecei bem baixinho'', disse Antônio, que torce para o Santos, contrariando o pai são-paulino, a mãe corintiana e o irmão palmeirense. ''Por causa do Pelé'', justificou.
Hortência disse que não se importa com o fato de nenhum dos filhos jogar basquete. ''Fico feliz que tenham uma veia esportiva'', contou a ex-jogadora. A única preocupação dela é que aprendam como é a realidade do esporte. ''A gente perde muito até ganhar'', explicou. ''Perdedor para mim não é aquele que não vence, mas o que não se esforça.''
Zé Victor não esconde que ter um filho em uma equipe olímpica seria a realização de um sonho. ''Mas estive em três Jogos com a Hortência e sei que é difícil'', recordou o pai dos garotos, que não é mais casado com a ex-jogadora. ''Porém, se eles quiserem, vou dar o maior apoio.''


