Filho de Comelli adota mesma profissão do pai
L'Alcúdia - Ele carrega o sobrenome do pai, mas evita comparações. Bruno Comelli, 22 anos, é auxiliar-técnico no Cincão, seu primeiro trabalho na função, e quer trilhar caminho independente, sem a sombra do pai, Paulo Comelli, ex-treinador do Londrina, Portuguesa, Bahia, Figueriense, Paraná Clube e muitos outros times.
As comparações, porém, são inevitáveis, assim como os comentários de que pode ter sucesso na profissão por conta da influência do pai e não por méritos próprios, mas ele tira isso de letra. ''Tem muita cornetagem, mas procuro não me atentar a isso. Sempre tive em mente que teria que trabalhar muito para mostrar o meu valor'', afirmou.
Bruno nasceu em Cambará, no Norte Pioneiro. Ele se formou em Esporte - antigo Ciências do Esporte - pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), no fim de 2010. Trabalhou na equipe da universidade, a Atlética, e logo surgiu a oportunidade no Cincão. ''O Gilberto estava montando o time e precisava de mão de obra até certo ponto barata. Eu precisava de uma oportunidade. Acabamos nos acertando'', contou. ''Queria trabalhar com futebol, dentro de uma comissão técnica'', completou.
O auxiliar conta que sempre acompanhou o pai à beira dos gramados Brasil afora, mas não foi a influência do pai que o motivou a tentar a carreira de treinador de futebol. ''Sempre gostei muito de esporte e de futebol. Quando escolhi o curso, foi a primeira coisa que pensei. Claro que a vivência desde pequeno ajudou, mas não foi só por isso'', comentou.
Ele conta que Paulo Comelli, que foi treinador do Tubarão em 99, o orientou sobre as dificuldades da profissão, mas não tentou interferir nem para estimulá-lo nem para desanimá-lo. ''Ele foi indiferente. Disse que era para eu escolher. Me falou que era um caminho complicado de trilhar, mas que se era o que eu queria, era para me empenhar''.
Bruno diz que consulta pouco o pai sobre o trabalho. ''Pensamos diferente'', disse. E conta que está bastante animado com esse começo. ''Cresci muito, tanto profissionalmente como pessoalmente''.
O técnico Evandro Guimarães, que é auxiliado por Bruno, gosta do estilo dele. ''O Bruno vai ser melhor do que sou e melhor do que o pai é. É muito inteligente, estudioso, esclarecido. Me ajuda muito. Muitas vezes vê coias que eu não vejo'', elogiou.
Além de Bruno, outro jovem profissional que está tendo uma oportunidade no Cincão é o preparador físico Ênio Silveira, também de 22 anos, formado na mesma turma que o auxiliar técnico. (T.M.)





