São Paulo - A solução encontrada por Antônio Carlos para resolver os problemas daquele time que fracassou no Paulistão foi pouco usual, tão rara como a lesão que tirou Figueroa dos gramados por quase dois meses. Foi no chileno, contratado como lateral-direito, que o treinador do Palmeiras apostou suas fichas no momento que a corda mais apertava seu pescoço.
E deu certo. Improvisado no meio, Figueroa rendeu. Foi participativo e abriu os olhos de Antônio Carlos para as improvisações no time, cuja iniciativa o treinador sempre descartou. Ele, porém, disse que colocou cada um no seu lugar.
''Não acho que fui improvisado porque sempre joguei desta forma no Chile, fui formado como jogador de meio-de-campo'', Figueroa, em discurso idêntico ao do treinador na véspera do jogo com o Atlético-PR, na última quinta-feira, no Palestra Itália.
O chileno teve de esperar por sua 24 partida com a camisa do Palmeiras, a 11 em 2010, para finalmente atuar na posição que agora diz ser sua predileta. Antes, vinha sendo escalado sempre como lateral-direito.
Humilde, Figueroa não quer ser visto como personagem principal da reviravolta na qual o time pretende se lançar nessa Copa do Brasil. Mas quer se ver na competição com os colegas.
''Todos têm sua participação nessa construção de um novo time, bem mais forte. Vivemos um campeonato novo e não é um ou são dois jogadores que vão ser a saída para todos os problemas do Palmeiras. Mas se a gente continuar assim, deixando o individual de lado, vamos crescer ainda mais'', avisou Figueroa.

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