Imagem ilustrativa da imagem Fifa tenta justificar pênalti polêmico
| Foto: Toshifumi Kitamura/AFP
Árbitro marcou penalidade em jogador impedido com auxílio do vídeo, na primeira experiência no Mundial de Clubes


Osaka - Para a Fifa, não houve erro dos árbitros na marcação do pênalti favorável ao Kashima Antlers no jogo pelas semifinais do Mundial de Clubes, ontem, no Japão, contra o Atlético Nacional. Foi a primeira vez na história do futebol que esse tipo de lance foi analisado pelo árbitro central, o húngaro Viktor Kassai, com a ajuda de recursos de vídeo.
Ele não havia notado, com a bola rolando, que Daigo Nishi foi derrubado por Orlando Berrio após cruzamento na área. O árbitro assistente Danny Makkelie viu o lance e sugeriu o pedido de análise por vídeo. O pênalti foi marcado, apesar de, no momento do cruzamento, Nishi estar à frente do penúltimo homem da defesa do Atlético. Em posição de impedimento, portanto.
Para a Fifa, entretanto, a falta antecedeu ao impedimento. "O árbitro assistente aplicou corretamente a técnica do 'esperar para ver' em relação à posição de impedimento do jogador que sofreu a falta. O jogador foi considerado não em impedimento, uma vez que estava incapacitado de brigar com o oponente pela bola", defendeu a entidade máxima do futebol, em nota.
Chefe de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca elogiou o trabalho dos árbitros. "No lance desta noite, a comunicação entre os árbitro e o árbitro assistente de vídeo foi claro, a tecnologia funcionou bem e uma decisão definitiva foi tomada pelo árbitro", afirmou.
O Mundial de Clubes marca a estreia deste tipo de tecnologia que, se aprovada, pode ser utilizada em outras competições da Fifa, inclusive na Copa do Mundo de 2018. Ao vencer por 3 a 0, o Kashima Antlers avançou à final do Mundial.

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