Zurique - Torcedores do Corinthians que ainda estiverem pensando em viajar para o Japão precisam começar a pensar em uma estratégia de guerra para conseguir os poucos ingressos que ainda serão disponibilizados ao clube. Nesta segunda-feira, os organizadores do Mundial de Clubes no Japão informaram que haverá uma última rodada de vendas de entradas em novembro. Mas alertaram que o número de ingressos destinados aos torcedores do time paulista está terminando e que a grande parte da cota que iria ao Corinthians já acabou.
Nesta terça, em Zurique, Edu Gaspar, que representa o time, tentará convencer os japoneses a elevar as cotas ao Brasil. "Vamos mostrar a grandeza do Corinthians", disse. "Ficamos muito surpreendidos com a procura por entradas no Brasil", admitiu Suminori Gokoh, diretor-gerente do comitê organizador japonês. Segundo ele, entre o início de setembro e o último dia 23, a Fifa abriu as vendas por seu site. "Vendemos 20 mil entradas. Metade delas foram para brasileiros", constatou.
O executivo indicou que uma nova rodada de vendas será feita no início de novembro. Mas ainda está em negociação o volume de entradas. "Sugiro aos brasileiros ficar de olho no site", disse. "Não há muitos ingressos sobrando para a semifinal e, para a final, o número é ainda inferior", afirmou. Os japoneses trabalham com o cenário de entradas esgotadas para a decisão.
Para completar, os organizadores garantem que o Corinthians receberá uma cota de mil entradas para cada jogo. Edu insiste que isso não dá "nem para o começo". Nesta terça, o dirigente quer negociar uma ampliação da cota. "Temos grandes necessidades", indicou.
Além dos ingressos pelo site, os japoneses vão colocar entradas à venda em lojas pelo país. Mas Edu insiste em negociar uma solução que evite que torcedores saiam do Brasil sem entradas. "Isso não seria bom nem para nós e nem para eles", indicou.
Já Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Santos e membro do comitê da Fifa que organiza o Mundial, tem outra avaliação. "Não vai faltar ingresso", disse. "Estamos sabendo que a procura tem sido até mesmo inferior aos jogos do Mundial do ano passado. Nesse Mundial não tem nem Neymar e nem Messi", justificou. (J.C./A.E.)

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