Fifa quer mais testes com bola inteligente
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terça-feira, 17 de janeiro de 2006
Folhapress 
São Paulo - A ''bola inteligente'', produzida pela Adidas e que carrega um chip para informar ao árbitro se ela transpassou ou não a linha de gol e de fundo, foi vetada pela Fifa para a disputa da Copa do Mundo da Alemanha. O objetivo do fabricante do produto era o de dificultar que gols em que a bola não entrou por inteira fossem validados pelo árbitro.
Testada no último Mundial Sub-17 no Peru, em outubro de 2005, quando o Brasil perdeu o título para o México, a ''bola com inteligência'' seria usada também de modo experimental no Mundial de Clubes, disputado em dezembro no Japão. E, caso fosse aprovada, iria aos campos durante a Copa. A entidade entende que o produto precisa de mais testes antes de ser adotado ''no mais alto nível profissional''.
O órgão que rege o futebol no mundo, o fabricante da bola e a Cairos Techonologies responsável pelo chip afirmaram que é necessário ''testar mais adicionais do sistema'' antes de uma adoção mais ampla. ''A tecnologia ainda não está 100%. Tem que ser mais confiável'', declarou Urs Linsi, secretário-geral da Fifa. ''Discutiremos o assunto em 2007.''
O Mundial Sub-17 foi o primeiro torneio da Fifa a testar a ''bola inteligente''. O sistema permite determinar, graças ao sinal que o chip eletrônico na bola envia para o relógio do árbitro, se ela cruzou a linha do gol. Doze antenas nas marcas de escanteio transmitem os dados para um computador, que, em menos de um segundo, aciona o árbitro.


